O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou cautela e ainda calcula a repercussão da operação da PF (Polícia Federal) contra o líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA). (Foto ilustração: senador Jaques Wagner e Lula) Neste final de semana, segundo relatos feitos à CNN, o presidente indicou receio em passar a imagem de que abandonou o aliado e defendeu o direito do baiano de se defender. O petista afirma que já esteve em situação semelhante durante o período da Lava Jato, quando foi preso, e que o ex-governador baiano esteve ao seu lado. O presidente, porém, sinalizou que neste momento o melhor é que o líder do governo deixe o posto para se dedicar à sua própria defesa e também à sua campanha à reeleição. O governo federal aguarda as pesquisas de intenção de voto desta semana para avaliar o impacto da operação da PF sobre a imagem de Lula. As sondagens iniciais, feitas por integrantes do governo federal em levantamento nas redes sociais, apontam impacto limitado. Lula pretende se reunir pessoalmente com Jaques nesta semana. A ideia é que reavaliem a permanência dele na liderança do governo no Senado. O presidente tem receio de que uma saída abrupta de Jaques possa interferir no palanque do petista na Bahia, importante colégio eleitoral que foi estratégico em sua vitória em 2022. No Palácio do Planalto, é cada vez maior o grupo de assessores que teme que o escândalo envolvido o petista possa desgastar a imagem do presidente. (CNN)



