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Lá e Cá Evento Itinerante: Campinas foi palco de evento sobre Desenvolvimento de Games

Lá e Cá Evento Itinerante: Campinas foi palco de evento sobre Desenvolvimento de Games

O evento Lá e Cá Itinerante contou com a participação de alunos, artistas, desenvolvedores e acadêmicos nos games. O objetivo do evento, de acordo com seus idealizadores, era apresentar os jogos criados pelos alunos e palestras de pessoas do mercado. Dessa forma, trocando experiências, repertórios e procurando fortalecer o cenário de desenvolvimento, inclusive no âmbito acadêmico.

Apesar dessa edição ter sido mais fechada, limitada aos alunos dos cursos e convidados, nossa equipe conseguiu uma cobertura exclusiva do evento.

Palestras do evento

A palestra “Fundamentos da Arte para Jogos” – Imagem: Engage XP / Nathali Almeida

O evento contou com três palestras, apresentando mais sobre o desenvolvimento de games e influência digital. Cada uma delas nos mostrou um pouco dos bastidores desse mundo por trás dos games.

Conceitos de Boss Design

Apresentada por Gustavo Pagoto, ex-aluno do colégio e aluno da PUC-Campinas, a palestra trouxe conceitos sobre boss design, o processo de criar chefes para os jogos. Um desafio que serve tanto para avaliar as habilidades dos jogadores quanto para criar momentos marcantes, balanceando dificuldade e mecânicas claras. Algo que ele aprendeu ao longo do tempo, quanto ia jogando ao longo de sua vida.

Minha Vida com YouTube

Octávio Souza, também ex-aluno do colégio, é um youtuber que já conta com 90 mil inscritos e continua crescendo na plataforma. Em sua palestra, ele nos contou sobre sua trajetória como influenciador: mostrando como foi seu caminho até a consolidação de um público fiel, e sobre seus erros e acertos.

De acordo com ele, suas conquistas foram atingidas através de “feeling”. Octávio conquistou seus milhares de seguidores sem conhecimento nem estudo prévio, entendendo o algoritmo do Youtube e consolidando seu público com a prática.

Fundamentos da Arte para Jogos

Nycolas Pedro é um artista digital freelancer, que fez trabalhos para grandes empresas como Riot Games e Ubisoft. Em sua apresentação, ele trouxe um apanhado dos processos e diferentes áreas dentro do desenvolvimento de jogos. O que inclui conceitos artísticos como: luzes e cores, contraste e silhueta, e como o design de jogos mistura a expressão artística da arte com a funcionalidade do design.

Em entrevista, ele nos contou um pouco sobre o limite entre o que o artista pode criar e o pedido do cliente. Para ele, é algo que deve ser muito bem definido logo de início: trabalhando um briefing com escopo, limitações, prazos, e orçamento antes mesmo de começar o trabalho. Além disso, sobre o desapego de ideias reprovadas, Nycolas disse que apesar da arte ser algo pessoal, ainda é um trabalho. Por isso, a arte deve ser pensada para o cliente, é também um trabalho especial e pessoal para esse cliente.

Playtests

Após as palestras, houve os playtests com jogos desenvolvidos pelos próprios alunos do colégio. Em sua maioria foram boardgames e cardgames, contando até mesmo com um RPG de mesa. O objetivo desses trabalhos é colocar em prática o que foi aprendido ao longo do primeiro ano do curso, principalmente em design. Além disso, é uma ótima maneira para entender melhor sobre mecânicas de jogos.

Morbus Imperium
Morbus Imperium, um dos jogos de tabuleiro apresentados pelos alunos. Um jogo de investigação, onde seu objetivo é descobrir a origem de uma doença, sorteado aleatoriamente no tabuleiro, e buscar uma cura – Imagem: Engage XP / Nathali Almeida

Entretanto, também havia um jogo eletrônico de fato, desenvolvido por um dos alunos. Ele trouxe um game inspirado em Pizza Tower, contando com sua jogabilidade acelerada e frenética, mas completamente refeito por esse aluno.

Perspectivas Futuras e Objetivos

Em conversa conosco, Kaynan Vilela, coordenador do curso de games no colégio, nos contou um pouco mais sobre suas perspectivas daqui para frente. Sua intenção é que todos os envolvidos nesse processo, desenvolvedores e consumidores, possam participar de forma ativa dentro desse cenário. Isso porque, de acordo com Kaynan, desenvolvimento de games também é um processo cultural, e que o fomento da cultura se faz a partir da memória das pessoas que vieram e estão por vir, e pela troca de experiências, na expectativa de assim tornar esse evento canônico.

Quanto ao mercado de desenvolvimento de jogos, o coordenador do curso vê ele como um mercado pujante, estabelecido e relevante. Entretanto, há uma certa dificuldade de acesso aos profissionais que são formados. Por esse motivo, uma das propostas do evento também é fazer essa ponte entre mercado e profissionais dos games, unindo essas duas frentes.

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