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Pequenos Olhares: Prefeitura participa de ação que leva atendimento oftalmológico a 1 mil crianças em Salvador

Cerca de 1 mil crianças e adolescentes recebem atendimento oftalmológico gratuito nesta quinta (10) e sexta-feira (11), no Centro de Convenções de Salvador (CCS), por meio do projeto Pequenos Olhares. Os participantes passaram previamente por triagem e agora realizam exames especializados durante uma ação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), em parceria com a Prefeitura, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). (Foto ilustração) Com intuito de identificar precocemente alterações visuais e garantir o encaminhamento necessário para cada caso, a mobilização acontece durante o Congresso Brasileiro de Oftalmologia.A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordelo, explica que o cuidado terá continuidade após os exames. “Estamos trazendo crianças para a identificação de doenças oculares. Se a situação for mais grave, a criança será acompanhada dentro de um fluxo já estabelecido com a Secretaria Municipal da Saúde. Se a necessidade for apenas de óculos, elas vão recebê-los gratuitamente”, afirma. A identificação dos participantes começou antes da chegada ao Centro de Convenções. Escolas públicas municipais e organizações sociais participaram do processo, observando crianças que apresentavam sinais de possíveis dificuldades para enxergar. Na Escola Metodista Suzana Wesley, na Boca do Rio, a professora Vera Gardênia Silva Mascarenhas conta que os educadores foram orientados a observar o comportamento dos alunos. “A gente pediu aos professores que observassem quem fechava ou apertava os olhos, chegava muito perto para enxergar ou escrevia fora da linha. Eles faziam essa observação no cotidiano da sala e nos enviavam os nomes”, relata. Para Vera, o acesso ao atendimento pode fazer diferença, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade. “Ao longo da minha trajetória, descobri muitos alunos com problemas de visão e que não tinham condições de ter os óculos. Muitas mães não têm condições nem de fazer os exames. Então, essa é uma oportunidade única para essas crianças”, afirma. (Secom/PMS)