O ministro André Mendonça, do STF, determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em meio à crise entre as instituições. Na mesma decisão, o magistrado também afasta o diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, Leandro Almada da Costa. A determinação foi tomada após pedidos do partido Novo para afastar e prender Andrei Rodrigues. A Jovem Pan tenta contato com a Secretaria de Comunicação do Governo Lula (PT) e com a PF. O espaço está aberto para manifestação. Entenda a investigação O ministro André Mendonça retirou no dia 1º de setembro o sigilo de documentos da investigação que reúne registros da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material apresenta mensagens, encontros e negociações envolvendo o banqueiro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. O documento é uma Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A), elaborada pela Polícia Federal (PF) a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro, apreendido durante uma operação. O relatório foi encaminhado a Mendonça no último dia 27 e analisa, entre outros pontos, contatos do banqueiro com pessoas ligadas a uma suposta rede de influência. Segundo a PF, o celular de Vorcaro tinha quatro registros diferentes para o mesmo número de telefone: “Alexandre de Moraes BRASILIA”, “Novo”, “STF TSE NOVO” e “Eu STF”. O número foi compartilhado com Vorcaro por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações, em 26 de dezembro de 2023. A investigação também encontrou mensagens encaminhadas por Vorcaro ao contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. De acordo com o relatório, o banqueiro escrevia textos no aplicativo de notas do celular, fazia uma captura de tela e enviava a imagem pelo WhatsApp. A PF cruzou os horários dos registros e identificou que, em alguns casos, o envio da mensagem ocorria poucos segundos depois da captura de tela. O número associado ao contato foi confirmado a partir dos dados extraídos do aparelho. (Matheus Alleoni, Bruno Pinheiro e Pedro Vilas Boas)



