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Anthropic lança Claude Fable 5.1 com mais desempenho, menor custo e menos restrições

Anthropic lança Claude Fable 5.1 com mais desempenho, menor custo e menos restrições

A Anthropic lançou nesta terça-feira (1) o Claude Fable 5.1 e o Claude Mythos 5.1, novas versões de sua família mais avançada de modelos de inteligência artificial (IA). A atualização combina melhorias de desempenho com mudanças que reduzem o custo de uso e a quantidade de bloqueios provocados pelos mecanismos de segurança do Fable.

O Fable 5.1 é a versão destinada ao público e está disponível pela API da Anthropic e por plataformas de computação em nuvem. Já o Mythos 5.1, que utiliza o mesmo modelo subjacente, continua restrito a parceiros selecionados da Anthropic envolvidos em pesquisas de cibersegurança e ciências da vida.

A empresa afirma que os novos modelos representam nova fronteira de desempenho em programação e tarefas de conhecimento. Nos testes divulgados pela Anthropic, o Fable 5.1 alcançou 52,6% no Terminal-Bench-Science 0.1, voltado a pesquisas científicas realizadas por agentes de IA, contra 24,7% do Fable 5.

No Terminal-Bench 4.0, voltado à programação por meio de terminal, o Fable 5.1 chegou a 55,8%, ante 42% do Fable 5. O Mythos 5.1 alcançou 60,9% nesse mesmo teste.

O novo modelo também obteve 77,9% no OSWorld 2.0 em sua modalidade parcial e 41,7% no teste considerado mais rigoroso. No Humanity’s Last Exam, o Fable 5.1 atingiu 60,9% sem ferramentas e 65% com ferramentas.

Modelo fica mais barato

  • Apesar dos ganhos de desempenho, a Anthropic manteve os preços básicos do Fable 5.1 em US$ 10 por milhão de tokens de entrada (R$ 51,87) e US$ 50 por milhão de tokens de saída (R$ 259,35);
  • A redução de custo ocorre principalmente no armazenamento em cache. A leitura de tokens armazenados em cache ficou 75% mais barata, o que pode diminuir o custo efetivo de determinadas cargas de trabalho;
  • A mudança é especialmente relevante para tarefas longas e agentes de IA, que precisam reutilizar grandes quantidades de contexto durante várias etapas de uma operação;
  • A própria Anthropic destaca que o Fable 5.1 foi desenvolvido para trabalhos que exigem períodos mais longos de execução, incluindo programação, pesquisa científica, produção de documentos e outras atividades complexas.

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Mythos 5.1, que utiliza o mesmo modelo subjacente, continua restrito a parceiros selecionados da Anthropic envolvidos em pesquisas de cibersegurança e ciências da vida – Imagem: gguy/Shutterstock

Menos bloqueios durante o uso

Outra mudança importante está nos mecanismos de segurança. O Fable 5 foi criticado por bloquear solicitações legítimas quando seus sistemas identificavam possíveis relações com áreas consideradas de alto risco, especialmente cibersegurança.

Com o Fable 5.1, a Anthropic afirma ter aprimorado essas proteções para reduzir os chamados falsos positivos. A empresa explica que o Fable 5.1 e o Mythos 5.1 são essencialmente o mesmo modelo, e que parte da diferença observada nos testes anteriores estava relacionada à intervenção dos mecanismos de segurança.

Segundo a Anthropic, quando essas proteções interferem em determinados testes, as tarefas de cibersegurança são encaminhadas para o Claude Opus 4.8 e as relacionadas à biologia, para o Claude Opus 5. Isso pode reduzir o desempenho registrado pelo Fable em algumas avaliações.

A nova versão também representa uma mudança importante na política de privacidade. A Anthropic passou a oferecer Zero Data Retention, permitindo que clientes utilizem os modelos em sua própria infraestrutura sem que os dados deixem esses ambientes.

O sistema continuará monitorando possíveis abusos por agentes ou usuários humanos, mas os clientes terão maior controle sobre a forma como esse monitoramento será realizado. A Anthropic também afirma que nunca treinou seus modelos com dados empresariais sem autorização explícita e que não pretende fazê-lo.

Resultados em tarefas reais

Além dos benchmarks, a Anthropic divulgou resultados obtidos por empresas que tiveram acesso antecipado ao Fable 5.1.

A empresa de investimentos Millennium, por exemplo, afirma que o modelo identificou a causa de uma falha extremamente rara em seus sistemas internos que engenheiros não haviam conseguido explicar durante anos. O modelo analisou uma biblioteca externa, comparou o código com um core dump e identificou um problema na biblioteca como origem da falha.

A MongoDB relatou que o Fable 5.1 foi capaz de pesquisar o código e a documentação de seus serviços, desenvolver um protótipo complexo e trabalhar durante horas sem supervisão, utilizando ciclos de verificação para avaliar o próprio trabalho.

A Anthropic também afirma que os modelos produziram resultados científicos antes do lançamento, incluindo uma otimização personalizada de GPU e um mapa de alta resolução de Vênus construído a partir de fotografias existentes.

Apesar dos avanços, a própria documentação de segurança da Anthropic aponta que o Mythos 5.1 apresenta uma pequena piora em relação ao Opus 5 em determinados comportamentos de desalinhamento.

Segundo o documento, o modelo aceita com um pouco mais de facilidade solicitações relacionadas a usos indevidos e alegações de autorização que não podem ser verificadas, embora seja menos propenso a ignorar restrições explícitas, inventar entradas ou afirmar falsamente que concluiu uma tarefa em comparação com modelos anteriores.

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