Dando continuidade à sua “turnê mensal” de junho pelos planetas do Sistema Solar, na tarde desta terça-feira (16), a Lua vai dar uma “passadinha” por Mercúrio, que vai compartilhar a mesma ascensão reta com o nosso satélite natural – em um fenômeno chamado de conjunção astronômica.
De acordo com o guia de observação astronômica InTheSky.org, isso acontece às 16h33 (pelo horário de Brasília). Do ponto de vista de um observador em São Paulo, no entanto, devido à luminosidade do dia, a dupla será visível somente próximo das 18h, o que significa que o momento exato da conjunção não poderá ser testemunhado.
Ainda assim, a Lua e Mercúrio podem ser vistos muito próximos um do outro enquanto estiverem no céu – um breve período de pouco mais de uma hora e 45 minutos.
Os astros estarão a 2°35′ (dois graus e trinta e cinco minutos de arco) de distância um do outro – o que não é perto o bastante para eles caberem dentro do campo de visão de um telescópio, mas o suficiente para serem visíveis a olho nu ou com um par de binóculos.
Enquanto a Lua estará em magnitude de -9.4, a de Mercúrio será de 0.5, ambos na constelação de Gêmeos. Quanto mais brilhante um objeto parece, menor é o valor de sua magnitude (relação inversa). O Sol, por exemplo, que é o corpo mais brilhante do céu, tem magnitude aparente de -27.
A Lua iniciou o mês “visitando” Saturno (10) e passando em seguida por Marte (12). Depois de Mercúrio, será a vez de Júpiter e Vênus – com direito a uma ocultação lunar do “gêmeo” da Terra – (17). De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, “essa série de conjunções ocorre porque a Lua orbita a Terra aproximadamente no mesmo plano em que os planetas orbitam o Sol, chamado plano da eclíptica”.

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Mercúrio está mais fácil de ser visto no céu
Nesta segunda-feira (15), Mercúrio atingiu sua maior elongação leste, o que significa que o planeta alcançou o ponto em que aparece mais afastado a leste do Sol, quando observado da Terra. “Em máxima elongação leste, Mercúrio fica visível do lado oeste, logo após o pôr do Sol, enquanto na máxima elongação oeste, o planeta fica visível a leste, pouco antes do nascer do Sol”, explica Zurita.
Como Mercúrio orbita mais perto do Sol do que a Terra, ele nunca se afasta muito visualmente da nossa estrela. Por isso, sua observação costuma ser difícil. Durante a maior elongação leste, a separação angular entre Mercúrio e o Sol atinge seu valor máximo naquele ciclo, tornando o planeta mais fácil de ser visto.
Segundo Zurita, por ser o planeta mais próximo do Sol, Mercúrio é o que demora menos tempo para completar uma volta em torno dele – algo em torno de 88 dias. “Isso é menos de um quarto de um ano terrestre, mas como a Terra orbita o Sol no mesmo sentido que Mercúrio, podemos ver suas máximas elongações 3 vezes ao ano, a cada 116 dias aproximadamente”.
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