Com a reta final do Imposto de Renda 2026 se aproximando, criminosos digitais intensificaram a aplicação de golpes envolvendo falsas pendências fiscais, restituições e supostas multas da Receita Federal. (Foto ilustração) Segundo levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky, ao menos 120 sites falsos relacionados ao IRPF já foram identificados neste ano. O número quase dobrou desde o início do prazo de entrega das declarações, quando haviam sido registrados 61 domínios fraudulentos em março. A estratégia dos golpistas é explorar o senso de urgência dos contribuintes às vésperas do fim do prazo da declaração, que termina em 29 de maio de 2026. As fraudes geralmente começam por e-mails, SMS ou mensagens em aplicativos que simulam comunicações oficiais da Receita Federal. Nos textos, os criminosos alegam: – Pendências na declaração; – Irregularidades no CPF; – Problemas com restituição; – Risco de multa ou malha fina. Ao clicar nos links enviados, a vítima é direcionada para páginas falsas que imitam sistemas do governo federal. Nesses ambientes fraudulentos, os usuários acabam inserindo: – dados pessoais; – senhas da conta gov.br; – informações bancárias; – pagamentos via PIX ou boleto. Segundo Fabio Assolini, pesquisador da Kaspersky, os criminosos aproveitam justamente o período de pressão e correria. “A reta final da declaração aumenta o senso de urgência dos contribuintes, cenário amplamente explorado por golpistas”, alerta. Os criminosos também costumam usar nomes semelhantes aos oficiais, com termos como “Receita Federal”, “gov”, “restituição” e “regularização”, dificultando a identificação da fraude. Um dos principais alvos dos golpes é a conta gov.br, que concentra acesso a diversos serviços públicos e informações sensíveis dos cidadãos. Especialistas alertam que o comprometimento dessa conta pode gerar prejuízos financeiros e problemas burocráticos relevantes. Para evitar cair em golpes, especialistas recomendam: – acessar serviços apenas pelos canais oficiais da Receita Federal; – nunca clicar em links recebidos por mensagens ou e-mails; – desconfiar de cobranças urgentes via PIX; – verificar cuidadosamente o endereço do site; – ativar autenticação em duas etapas na conta gov.br. A Receita Federal reforça que não envia boletos, links de pagamento ou solicitações de regularização por aplicativos de mensagens. (Juliana Moratto)



