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Atividade solar acelera queda de lixo espacial na Terra 

Atividade solar acelera queda de lixo espacial na Terra 

Um estudo publicado nesta quarta-feira (6) na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences aponta que a atividade solar pode acelerar a queda de lixo espacial em direção à Terra

Atualmente, a órbita terrestre abriga cerca de 130 milhões de fragmentos, incluindo satélites desativados, estágios de foguetes e destroços gerados por colisões.

Em resumo:

  • Estudo sugere que a atividade solar acelera a reentrada de lixo espacial;
  • Órbita terrestre tem cerca de 130 milhões de fragmentos;
  • Mais atividade solar expande atmosfera e aumenta resistência orbital;
  • Detritos perdem altitude mais rápido e “caem” na Terra;
  • Satélites ativos gastam mais combustível e têm vida útil reduzida.
A órbita da Terra é tomada por lixo espacial – Crédito: Frame Stock Footage / Shutterstock

Entender como esses objetos se movem no espaço é essencial para evitar acidentes em órbita. A nova pesquisa traz um avanço importante ao mostrar que períodos de maior atividade do Sol influenciam diretamente a velocidade com que esses detritos perdem altitude e reentram na atmosfera.

Relação inédita liga atividade solar à queda acelerada de lixo espacial

Segundo a autora principal do estudo, Ayisha Ashruf, do Centro Espacial Vikram Sarabhai, na Índia, foi identificada pela primeira vez uma relação clara entre níveis elevados de atividade solar e uma queda mais rápida dos objetos. Esse comportamento pode ser decisivo para o planejamento de missões espaciais mais seguras e sustentáveis.

Com o tempo, qualquer objeto em órbita tende a perder altitude. Satélites ativos e estações espaciais compensam essa perda com o uso de propulsores. Já o lixo espacial não possui esse controle e acaba sendo naturalmente puxado em direção à atmosfera terrestre.

Os pesquisadores analisaram o comportamento de 17 fragmentos de lixo espacial em órbita baixa ao longo de 36 anos. Esses objetos, lançados ainda na década de 1960, continuam sendo úteis para a ciência, ajudando a entender efeitos de longo prazo da interação entre o Sol e a atmosfera superior da Terra.

lixo espacial terra
Há mais de 130 milhões de fragmentos de lixo espacial ao redor da Terra – Crédito: Dotted Yeti/Shutterstock

Esse período de análise cobre três ciclos solares completos, que duram em média 11 anos e alternam fases de maior e menor atividade. Para acompanhar essas variações, os cientistas utilizaram dados de monitoramento de manchas solares e emissões solares coletados por um centro de pesquisa na Alemanha.

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Atividade solar expande atmosfera terrestre

Os resultados mostram que, quando a atividade solar aumenta, a atmosfera terrestre se expande e fica mais densa nas regiões onde esses detritos orbitam. Esse aumento gera mais resistência, reduz a velocidade dos fragmentos e acelera sua descida.

A descoberta também tem impacto direto sobre satélites em operação. Em fases de alta atividade solar, eles perdem altitude mais rapidamente e precisam gastar mais combustível para manter suas órbitas, o que pode reduzir sua vida útil.

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