Em meio à movimentação nacional do MDB em direção à neutralidade e ao apoio de diretórios estaduais a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (foto ilustração), uma das principais lideranças do partido na Bahia, garantiu que a sigla não terá um posicionamento nacional unificado. Em entrevista ao bahia.ba, Geddel comparou a divisão interna dos emedebistas à situação do PSD e reforçou que, no estado baiano, o partido seguirá apoiando firmemente a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o ex-ministro, a decisão tomada por figuras como o ex-presidente Michel Temer de apoiar a oposição decorre do histórico de ataques sofridos pelo PT, não restando outro caminho político viável. “O Temer apoiou, é absolutamente natural o apoio dele em São Paulo. O Temer foi muito atacado pelo PT, não tinha outro caminho para ele, senão atender aos apelos daqueles que achavam que ele devia apoiar a candidatura que não a de Lula”, pontuou. Divisão partidária e cenário do MDB na Bahia Geddel enfatizou que o MDB não fechará questão em torno de uma candidatura única no cenário nacional, adotando um modelo descentralizado de tomada de decisão entre os diretórios. “O partido não vai anunciar apoio a Flávio. Quem vai anunciar apoio a Flávio são alguns diretórios, 14, 15, o restante apoia Lula. Portanto, o partido é dividido, como está, por exemplo, o PSD. Outros partidos, é natural”, afirmou. Na Bahia, o MDB mantém forte proximidade com a gestão estadual liderada pelo PT, integrando a base do governo de Jerônimo Rodrigues (PT) e contando com o vice-governador reeleito Geraldo Júnior. “A Bahia continuará no ritmo que tem estado, apoiando firmemente a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, concluiu Geddel. Outras divisões Divisões semelhantes ocorrem em outras siglas aliadas, a exemplo do PSD, que conta com figuras importantes aliadas ao Partido dos Trabalhadores, como o senador Otto Alencar e a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos. No PSD, a cúpula nacional contou com figuras de peso abertamente alinhadas ao bolsonarismo, como o ex-presidenciável Ronaldo Caiado, que teve como vice em sua chapa o líder do partido Gilberto Kassab. (Pevê Araújo/bahia.ba)



