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CNI, Fiesp e CNC cobram julgamento público e urgente sobre crise no STF

Entidades empresariais cobraram nesta quarta-feira (9) uma resposta urgente do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) à crise que atinge a Corte. Em manifesto conjunto, o grupo pede que os fatos sejam analisados em sessão pública e critica uma eventual reação corporativista dos ministros. (Foto ilustração) Intitulado “Manifesto à Nação Brasileira”, o documento tem entre os signatários a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC). “A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!”, afirmam as entidades. O texto classifica o momento como uma “crise institucional de extrema gravidade” e aponta o STF como seu “epicentro”, mas não menciona ministros nem episódios específicos. A manifestação ocorre em meio ao confronto aberto dentro da Corte envolvendo investigações da Polícia Federal, o caso Banco Master e decisões divergentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da PF. As entidades afirmam que a perda de legitimidade de um tribunal produz consequências sobre a segurança jurídica e a confiança nas instituições. “O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas”, diz o documento. Além de CNI, Fiesp e CNC, assinam o manifesto a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A página criada para o manifesto registra ainda 2.764 adesões de associações, federações e sindicatos de diferentes regiões e setores. O documento também foi publicado em jornais impressos nesta quarta. (Marina Verenicz)