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Presidente da UPB defende “operação de guerra” em preparação dos municípios para os efeitos do El Ninõ

O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, defendeu uma “operação de guerra” imediata para garantir o abastecimento de água nos municípios que poderão enfrentar maiores dificuldades diante dos efeitos das mudanças climáticas do El Niño, no Nordeste. O gestor participou nesta segunda-feira (24) do Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026-2027, encontro regional promovido virtualmente pela Secretaria de Relações Institucionais do Governo Federal. “Precisamos estar preparados para agir antes que a emergência aconteça e garantir que os municípios que mais precisam tenham o apoio necessário”, resumiu o presidente da UPB. Entre as medidas apontadas estão a contratação de carros-pipa, a ampliação dos sistemas de abastecimento e a instalação de poços já perfurados, com prioridade para as localidades mais vulneráveis, no semiárido baiano, e para agricultura familiar. Wilson também defendeu um acompanhamento próximo dos municípios, sobretudo o de menores receitas que dependem das transferências constitucionais para manterem ações básicas. A UPB também propôs uma atuação coordenada entre municípios, Estado e Governo Federal para agilizar os casos de decretação de estado de emergência e desburocratizar a liberação de medidas de enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. No próximo dia 1 de setembro (terça-feira), às 9 horas, uma reunião presencial na sede da entidade reforçará, com órgãos federais e estaduais de defesa civil, a preparação dos municípios para possíveis impactos e para apresentar ferramentas de planejamento e apoio à gestão municipal. Durante o encontro desta segunda-feira, o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, destacou que a estratégia federal será baseada em três pilares: diagnosticar, integrar e harmonizar as ações, considerando as particularidades de cada região e garantindo que as políticas públicas cheguem diretamente aos municípios. Um comitê formado por 24 ministérios, sob coordenação da Casa Civil, será responsável por integrar as ações e garantir que as políticas públicas cheguem efetivamente aos municípios. O encontro reforçou a necessidade de uma atuação coordenada entre os diferentes níveis de governo, com prevenção, planejamento, monitoramento e resposta integrada, garantindo que os municípios mais afetados tenham apoio e condições para enfrentar os desafios climáticos. (Ascom/UPB)