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Vereador Galeguinho se incrimina ao admitir suposto pagamento de propina na Sedur

A denúncia de um suposto esquema de propina na Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) de Feira de Santana ganhou um agravante: o vereador Galeguinho SPA (União Brasil – foto ilustração), ao fazer a acusação na tribuna da Câmara Municipal, afirmou que ele próprio já teria pago para conseguir serviços de fiscalização e liberação de documentos. Ao dizer que era preciso “molhar a mão” de fiscais, o parlamentar não apenas apontou possíveis servidores envolvidos, mas colocou a si próprio no centro da denúncia. A declaração precisa ser esclarecida. Se Galeguinho efetivamente pagou valores a agentes públicos para obter vantagem, quem recebeu? Quanto foi pago? Em quais situações? Quando ocorreram os pagamentos? Existem comprovantes ou testemunhas? A Prefeitura promete apurar o caso, mas a investigação precisa alcançar também a eventual participação de quem afirma ter feito os pagamentos. Não existe esquema de corrupção sem que sejam apuradas as responsabilidades de quem cobra e de quem paga. O caso ganha ainda mais gravidade porque Galeguinho exerce a função de corregedor da Câmara Municipal, justamente uma posição relacionada à fiscalização da conduta parlamentar. Diante da própria declaração feita em plenário, o presidente Marcos Lima (União Brasil) precisa informar quais providências a Casa pretende adotar. Também é necessário esclarecer se o Conselho de Ética será acionado para analisar a conduta do vereador. A Câmara não pode cobrar investigação para os outros e permanecer em silêncio diante de uma possível admissão feita por um de seus próprios vereadores. (Da Redação)