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Entre gerações: eleitores treinam passo a passo da votação na Rodoviária de Brasília

Aos 64 anos, Rosalinda Moraes Cepelo parou diante de uma urna eletrônica na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília (DF), e resolveu conhecer o equipamento. Depois de simular a votação, ela contou que o treino foi mais simples do que esperava. “Eu não senti nenhuma dificuldade, porque ali estava tudo bem explicadinho”, comentou Rosalinda. A experiência integrou uma ação realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como parte da programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. (Foto ilustração) A facilidade surpreendeu Rosalinda, que admitiu ter algumas dificuldades com recursos tecnológicos. “Tudo que é eletrônico dá uma certa dificuldade para os mais velhos, como eu”, disse Rosalinda.   Enquanto Rosalinda já conhece a urna de eleições anteriores, Júlia Curado, de 16 anos, se prepara para a possibilidade de votar pela primeira vez. A estudante considerou a atividade uma oportunidade de conhecer melhor o processo antes de chegar à seção eleitoral. “É muito bom ter esse primeiro contato ainda fora do dia de votação mesmo”, comentou.  Contato antes do dia da eleição É justamente essa familiaridade que a ação busca proporcionar. Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, explica que a iniciativa permite tanto retomar conhecimentos de eleições anteriores quanto apresentar a urna a quem ainda não teve a experiência de votar.   “Ter o contato com a urna antecipadamente é importante para lembrar como é a votação, conhecê-la pela primeira vez e, com isso, em outubro, poder votar com mais tranquilidade”, diz Coimbra.  Para permitir o treinamento sem envolver a disputa eleitoral oficial, as urnas utilizam uma versão específica do software. Não é necessário se identificar e não aparecem candidatas ou candidatos reais. No lugar deles, são usados personagens ilustrados, vinculados a temas como música, profissões e folclore brasileiro.   “O foco é justamente nas operações, naquilo que o eleitor vai fazer diante da urna. Aqui a gente não utiliza candidatos de verdade. A gente utiliza personagens cujas fotos são desenhos”, explica o servidor do TSE. (Fonte: TSE)