As transações de criptoativos feitas a partir de julho de 2026 passam a ser informadas à Receita Federal de acordo com a DeCripto, instituída pela IN RFB nº 2.291, de 14 de novembro de 2025, que alinha o país ao padrão internacional da OCDE (Crypto-Asset Reporting Framework CARF). (Foto ilustração) Ao utilizar padrões internacionais, a Receita Federal reforça seu papel no combate à evasão de divisas, à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades criminosas. Ao se analisar as declarações feitas à Receita Federal até dezembro de 2025, observa-se dominância das stablecoins, que são criptoativos cujo valor é atrelado a uma moeda de referência, como o dólar ou o real, e que buscam manter paridade próxima de 1 para 1. Este tipo de criptoativos deixou de ser coadjuvante e passou a dominar o mercado de criptoativos no Brasil segundo os dados das declarações de operações de compra e venda recebidas pela Receita Federal. Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, foram declarados aproximadamente R$ 1,58 trilhão em operações de compra e venda dos principais criptoativos. Desse total, cerca de R$ 1,13 trilhão (71,7%) correspondeu a stablecoins. Em anos mais recentes, essa participação se manteve acima de 80% do volume mensal. – R$ 1,13 tri: Volume declarado em stablecoins (ago/2019–dez/2025) – ~80%: Participação das stablecoins no volume total em 2025 Um crescimento acelerado a partir de 2020 O volume mensal negociado em stablecoins, que até 2019 representavam uma parcela marginal do mercado de criptoativos, cresceu de forma expressiva a partir de 2020. Mais recentemente, o volume negociado passou a superar a casa das dezenas de bilhões de reais por mês, com pico de R$ 39,7 bilhões em novembro de 2025. (Ascom/Receita Federal)



