{"id":8596,"date":"2026-05-28T12:02:37","date_gmt":"2026-05-28T15:02:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=8596"},"modified":"2026-05-28T12:02:37","modified_gmt":"2026-05-28T15:02:37","slug":"esta-muito-calor-muito-frio-a-tendencia-e-piorar-alerta-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=8596","title":{"rendered":"Est\u00e1 muito calor? Muito frio? A tend\u00eancia \u00e9 piorar, alerta ONU"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><strong>As temperaturas m\u00e9dias globais devem continuar em n\u00edveis recordes ou pr\u00f3ximos deles nos pr\u00f3ximos cinco anos<\/strong>. \u00c9 o que aponta um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM), vinculada \u00e0 <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/onu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ONU<\/a>, publicado nesta quinta-feira (28).<\/p>\n<p>O estudo projeta que o aquecimento global persistir\u00e1 em patamares elevados devido \u00e0 queima cont\u00ednua de carv\u00e3o, \u00f3leo e g\u00e1s, com anomalias de temperatura na regi\u00e3o do \u00c1rtico superando significativamente a m\u00e9dia do restante do planeta.<\/p>\n<p>Segundo <a href=\"https:\/\/wmo.int\/resources\/publication-series\/wmo-global-annual-decadal-climate-update\/global-annual-decadal-climate-update-2026-2035\">o documento<\/a>, preparado com a colabora\u00e7\u00e3o de 13 institutos internacionais, existe uma <strong>probabilidade de 86% de que pelo menos um ano desse per\u00edodo supere 2024 como o mais quente j\u00e1 registrado<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os cientistas calculam uma <strong>chance de 91% de que a temperatura m\u00e9dia global da superf\u00edcie exceda temporariamente o limite de 1,5\u00b0C<\/strong> acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais em pelo menos um ano entre 2026 e 2030.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-influencia-do-el-nino-e-derretimento-acelerado-no-artico-ameacam-o-clima-global\">Influ\u00eancia do El Ni\u00f1o e derretimento acelerado no \u00c1rtico amea\u00e7am o clima global<\/h2>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas indicam uma tend\u00eancia para a manifesta\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno <strong>El Ni\u00f1o na regi\u00e3o central do Pac\u00edfico tropical<\/strong>. Esse aquecimento natural de partes do oceano altera o clima em escala mundial e impulsiona diretamente a eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas atmosf\u00e9ricas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um El Ni\u00f1o previsto para o final de 2026, o que aumenta as chances de o ano seguinte, 2027, ser o pr\u00f3ximo ano a quebrar recordes\u201d, afirmou o dr. Leon Hermanson, autor principal do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Embora o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mcti\/pt-br\/acompanhe-o-mcti\/sirene\/publicacoes\/acordo-de-paris-e-ndc\/arquivos\/pdf\/acordo_paris.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Acordo de Paris<\/a> estabele\u00e7a a meta de longo prazo de manter o aquecimento em at\u00e9 1,5\u00b0C avaliada em uma m\u00e9dia de 20 anos, ultrapassagens tempor\u00e1rias anuais servem de alerta para a acelera\u00e7\u00e3o do aquecimento global.\u00a0<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u201cUm ano inteiro ou mais acima da marca de 1,5 grau significa toda uma gama de eventos clim\u00e1ticos extremos\u201d, alerta especialista \u2013 Imagem: Quality Stock Arts\/Shutterstock<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Caso a m\u00e9dia do quinqu\u00eanio de 2026 a 2030 ultrapasse essa marca (cen\u00e1rio com <strong>75% de probabilidade de ocorrer<\/strong>, diga-se), ficar\u00e1 evidenciado que a Terra aqueceu um quarto de grau Celsius em uma d\u00e9cada, ritmo superior aos dois d\u00e9cimos de grau observados anteriormente.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante notar que [1,5] n\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de penhasco do qual vamos cair [de uma vez]. Cada d\u00e9cimo de grau tem um impacto cada vez mais severo\u201d, explicou Melissa Seabrook, cientista clim\u00e1tica do Met Office do Reino Unido e coautora do relat\u00f3rio, <a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2026-05-hot-years.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ao site <em>Phys.org<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>O impacto pr\u00e1tico dessa eleva\u00e7\u00e3o cont\u00ednua reflete-se no aumento de riscos ambientais e na perda de ecossistemas que n\u00e3o suportam a press\u00e3o t\u00e9rmica, como corais e geleiras.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cUm ano inteiro ou mais acima da marca de 1,5 grau significa toda uma gama de eventos clim\u00e1ticos extremos, provavelmente muitos t\u00e3o quentes\/\u00famidos\/secos que superam tudo o que experimentamos no passado e, portanto, fundamentalmente, tudo o que o nosso planejamento urbano, agricultura, etc. anteciparam\u201d, alerta Friederike Otto, cientista clim\u00e1tica do Imperial College de Londres, ao portal.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cIsso significar\u00e1 que muitas pessoas perder\u00e3o suas vidas, enfrentaremos muitos choques nos pre\u00e7os dos alimentos e inc\u00eandios florestais mais intensos\u201d, acrescentou Otto.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o no <strong>\u00c1rtico revela um ciclo de aquecimento 3,5 vezes mais r\u00e1pido do que a m\u00e9dia global<\/strong>, impulsionado pela redu\u00e7\u00e3o da cobertura de gelo e neve que deixa de refletir a radia\u00e7\u00e3o solar de volta ao espa\u00e7o.\u00a0<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"577\" src=\"https:\/\/ilheusnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/oceano-antartico-e1779974904621-1024x577-1.jpg\" alt=\"oceano antartico\" class=\"wp-image-1143105\" srcset=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/oceano-antartico-e1779974904621-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/oceano-antartico-e1779974904621-300x169.jpg 300w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/oceano-antartico-e1779974904621-768x433.jpg 768w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/oceano-antartico-e1779974904621-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/oceano-antartico-e1779974904621-1920x1080.jpg 1920w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/oceano-antartico-e1779974904621-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/oceano-antartico-e1779974904621-150x84.jpg 150w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/oceano-antartico-e1779974904621.jpg 2001w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">A situa\u00e7\u00e3o no \u00c1rtico revela um ciclo de aquecimento 3,5 vezes mais r\u00e1pido do que a m\u00e9dia global \u2013 Imagem: demamiel62\/Shutterstock<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Modelos computacionais mostram que as <strong>pr\u00f3ximas cinco temporadas de inverno na regi\u00e3o ser\u00e3o 2,8\u00b0C mais quentes<\/strong> do que a m\u00e9dia registrada entre 1991 e 2020. Esse derretimento cont\u00ednuo deve reduzir ainda mais a concentra\u00e7\u00e3o de gelo marinho nos mares de Barents, Bering e Okhotsk ao longo dos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Em termos de precipita\u00e7\u00e3o regional, os modelos indicam que o per\u00edodo de maio a setembro trar\u00e1 <strong>condi\u00e7\u00f5es anormalmente secas para a bacia amaz\u00f4nica<\/strong>, o que eleva o risco de secas severas e inc\u00eandios florestais na floresta tropical.\u00a0<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a clim\u00e1tica amea\u00e7a transformar a Amaz\u00f4nia num sorvedouro de carbono. E isso piora o problema das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa. Enquanto isso, \u00e1reas como o Sahel africano, o norte da Europa, o Alasca e a Sib\u00e9ria devem registrar excesso de chuvas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cApesar do progresso dos \u00faltimos anos, est\u00e1 claro que o aquecimento global ainda est\u00e1 superando os esfor\u00e7os globais para cont\u00ea-lo. E as temperaturas escaldantes na Europa, na \u00cdndia e em outros lugares mostram mais uma vez os impactos humanos e econ\u00f4micos brutais de a humanidade ainda queimar quantidades colossais de carv\u00e3o, \u00f3leo e g\u00e1s\u201d, disse Simon Stiell, chefe de clima da ONU.<\/p>\n<p>\u201cSeja calor extremo, megatempestades, inunda\u00e7\u00f5es, inc\u00eandios florestais massivos ou secas que atingem o abastecimento e os pre\u00e7os dos alimentos, cada na\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 pagando um pre\u00e7o enorme por esta crise clim\u00e1tica global\u201d, acrescentou Stiell.<\/p>\n<p>(Essa mat\u00e9ria tamb\u00e9m usou informa\u00e7\u00f5es da <a href=\"https:\/\/wmo.int\/news\/media-centre\/new-report-suggests-more-global-temperature-records-ahead\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial<\/em><\/a>.)<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/05\/28\/ciencia-e-espaco\/a-tendencia-eh-mudancas-climaticas-piorarem-alerta-relatorio-da-onu\/\">Est\u00e1 muito calor? Muito frio? A tend\u00eancia \u00e9 piorar, alerta ONU<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/\">Olhar Digital<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As temperaturas m\u00e9dias globais devem continuar em n\u00edveis recordes ou pr\u00f3ximos deles nos pr\u00f3ximos cinco anos. \u00c9 o que aponta um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM), vinculada \u00e0 ONU, publicado nesta quinta-feira (28). O estudo projeta que o aquecimento global persistir\u00e1 em patamares elevados devido \u00e0 queima cont\u00ednua de carv\u00e3o, \u00f3leo e g\u00e1s, com<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":8597,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/aquecimento_global-e1779974816456-1024x577.jpg","fifu_image_alt":"Est\u00e1 muito calor? Muito frio? 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