{"id":7782,"date":"2026-05-16T00:01:58","date_gmt":"2026-05-16T03:01:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=7782"},"modified":"2026-05-16T00:01:58","modified_gmt":"2026-05-16T03:01:58","slug":"nova-especie-de-microrganismo-e-identificada-em-vulcao-ativo-na-antartida-por-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=7782","title":{"rendered":"Nova esp\u00e9cie de microrganismo \u00e9 identificada em vulc\u00e3o ativo na Ant\u00e1rtida por brasileiras"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Pesquisadoras do Instituto Oceanogr\u00e1fico (IO) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) <strong>identificaram uma nova esp\u00e9cie<\/strong> de <strong>arqueia<\/strong> em um vulc\u00e3o ativo na <strong>Ant\u00e1rtida<\/strong>.<\/p>\n<p>O microrganismo unicelular da fam\u00edlia <em><strong>Pyrodictiaceae<\/strong><\/em> foi encontrado em uma fumarola da <strong>Ilha Deception<\/strong>, local onde gases quentes de origem vulc\u00e2nica escapam do solo em temperaturas que ultrapassam os <strong>100\u00b0C<\/strong>, apesar de o ambiente ao redor ser cercado por gelo e neve.<\/p>\n<p>O material gen\u00e9tico da arqueia foi recuperado a partir de amostras coletadas em sedimentos da fumarola e, posteriormente, analisado por meio de ferramentas de <strong>sequenciamento e reconstru\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica<\/strong>. A partir desse trabalho, a equipe conseguiu identificar caracter\u00edsticas ligadas \u00e0 sobreviv\u00eancia do organismo em condi\u00e7\u00f5es extremas.<\/p>\n<p>A professora <strong>Amanda Bendia<\/strong>, do IO, atua na \u00e1rea de ecologia e evolu\u00e7\u00e3o microbiana em ambientes marinhos extremos, com foco em oceano profundo e Ant\u00e1rtida. Em <strong>2014<\/strong>, ela participou de uma expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Programa Ant\u00e1rtico Brasileiro a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano, ocasi\u00e3o em que as amostras foram coletadas na Ilha Deception.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, Bendia era doutoranda no IO e era orientada pela professora <strong>Vivian Pellizari<\/strong>, considerada pioneira no Brasil nos estudos de microrganismos que vivem em condi\u00e7\u00f5es extremas. Anos depois, o material gen\u00e9tico sequenciado voltou a ser analisado e revelou um novo g\u00eanero e esp\u00e9cie de arqueia da fam\u00edlia <em>Pyrodictiaceae<\/em>. A nova esp\u00e9cie recebeu o nome de <em><strong>Pyroantarcticum pellizari<\/strong><\/em>, em homenagem \u00e0 Pellizari.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participaram do estudo <strong>Ana Carolina Butarelli<\/strong>, doutoranda em microbiologia pelo Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas (ICB) da USP e pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Ecologia Microbiana (Lecom) do IO, e <strong>Francielli Vilela Peres<\/strong>, p\u00f3s-doutoranda em Oceanografia Biol\u00f3gica no instituto.<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Expedi\u00e7\u00e3o realizada em 2014 no Navio Polar Almirante Maximiano levou pesquisadores brasileiros at\u00e9 a Ant\u00e1rtida \u2013 Imagem: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-reconstrucao-genetica-permitiu-descoberta\">Reconstru\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica permitiu descoberta<\/h2>\n<ul>\n<li>A identifica\u00e7\u00e3o do microrganismo foi poss\u00edvel por meio da t\u00e9cnica de <strong>montagem de metagenome-assembled genome (<strong>Mags<\/strong><\/strong>);<\/li>\n<li>O m\u00e9todo permite reconstruir genomas a partir de dados de sequenciamento obtidos diretamente de amostras ambientais, <strong>sem necessidade<\/strong> de cultivo pr\u00e9vio em laborat\u00f3rio;<\/li>\n<li>Segundo as pesquisadoras, a t\u00e9cnica \u00e9 especialmente importante para organismos hiperterm\u00f3filos, capazes de sobreviver em temperaturas acima de <strong>60\u00b0C<\/strong> e que frequentemente n\u00e3o conseguem ser cultivados em laborat\u00f3rio;<\/li>\n<li>\u201cCada organismo presente na amostra tem um genoma, e muitas vezes temos milh\u00f5es de microrganismos no material. Ent\u00e3o, imagine ter que segmentar e sequenciar o DNA para reconstruir o genoma desses seres\u201d, explicou Butarelli ao <em><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/brasileiras-identificam-nova-especie-de-microrganismo-em-vulcao-ativo-na-antartica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornal da USP<\/a><\/em>;<\/li>\n<li>O dom\u00ednio <em>Archaea<\/em> re\u00fane microrganismos unicelulares procariontes, sem n\u00facleo celular, semelhantes morfologicamente \u00e0s bact\u00e9rias, mas geneticamente e bioquimicamente distintos tanto delas quanto dos eucariontes, grupo que inclui animais, plantas, fungos e algas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o do sistema de classifica\u00e7\u00e3o em tr\u00eas dom\u00ednios \u2014 <strong><em>Bacteria<\/em>, <em>Archaea<\/em> e <em>Eukarya<\/em><\/strong> \u2014 ocorreu apenas na d\u00e9cada de <strong>1990<\/strong>. Por isso, as descobertas relacionadas \u00e0s arqueias ainda s\u00e3o relativamente recentes. \u201cA todo tempo estamos descobrindo algo novo sobre as arqueias. A <em>Pyrodictiaceae<\/em>, por exemplo, foi descoberta h\u00e1 cerca de <strong>dez anos<\/strong>\u201d, afirmou Butarelli.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-vulcao-da-ilha-deception-favorece-organismos-hipertermofilos\">Vulc\u00e3o da Ilha Deception favorece organismos hiperterm\u00f3filos<\/h2>\n<p>Atualmente, a Ant\u00e1rtida possui <strong>quatro<\/strong> vulc\u00f5es ativos, sendo tr\u00eas no continente e um na Ilha Deception. Segundo as pesquisadoras, os vulc\u00f5es localizados no continente atingem temperaturas de at\u00e9 <strong>65\u00b0C<\/strong>, condi\u00e7\u00e3o considerada <strong>insuficiente<\/strong> para selecionar arqueias hiperterm\u00f3filas.<\/p>\n<p>J\u00e1 as fumarolas da Ilha Deception ultrapassam os <strong>100\u00b0C<\/strong>, criando condi\u00e7\u00f5es adequadas para a sobreviv\u00eancia desses microrganismos.<\/p>\n<p>Antes da descoberta da <em>Pyroantarcticum pellizari<\/em>, outro grupo de arqueias hiperterm\u00f3filas j\u00e1 havia sido identificado em fumarolas ant\u00e1rticas por pesquisadores estrangeiros. No entanto, organismos do g\u00eanero <em>Pyrodictium<\/em>, pertencentes \u00e0 fam\u00edlia <em>Pyrodictiaceae<\/em>, eram encontrados principalmente em fontes hidrotermais do oceano profundo.<\/p>\n<p>Bendia explicou que essas fontes hidrotermais podem atingir temperaturas superiores a <strong>400\u00b0C<\/strong> e oferecem elementos qu\u00edmicos essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o da vida microbiana. Ao mesmo tempo, a \u00e1gua ao redor permanece em torno de <strong>4\u00b0C<\/strong>, caracter\u00edstica t\u00edpica de regi\u00f5es profundas do oceano.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, essas diferen\u00e7as de temperatura e press\u00e3o indicam a <strong>capacidade de sobreviv\u00eancia<\/strong> em ambientes extremos e levantam hip\u00f3teses sobre mecanismos biol\u00f3gicos capazes de permitir a adapta\u00e7\u00e3o a condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o contrastantes.<\/p>\n<p>Inicialmente, as cientistas acreditavam que o microrganismo encontrado pertencia ao mesmo g\u00eanero das arqueias conhecidas em fontes hidrotermais marinhas <strong>profundas<\/strong>. No entanto, a arqueia identificada vive em uma fumarola de <strong>superf\u00edcie<\/strong>, em ambiente polar e sob condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas <strong>diferentes<\/strong>.<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"892\" height=\"630\" src=\"https:\/\/ilheusnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_mapa.jpg\" alt=\"Mapa da regi\u00e3o\" class=\"wp-image-1327068\" srcset=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_mapa.jpg 892w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_mapa-300x212.jpg 300w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_mapa-768x542.jpg 768w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_mapa-150x106.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 892px) 100vw, 892px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisa cient\u00edfica na Ant\u00e1rtida \u00e9 fundamental para o entendimento do clima global, atuando como um laborat\u00f3rio natural para estudos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, biodiversidade e astronomia \u2013 Imagem: Amanda Bendia e outros autores\/Academia Brasileira de Ci\u00eancias<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/04\/11\/dicas-e-tutoriais\/como-usar-integracoes-do-chatgpt-conecte-canva-booking-e-outros-apps-ao-chatbot\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como usar integra\u00e7\u00f5es do ChatGPT: conecte Canva, Booking e outros apps ao chatbot<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/03\/29\/dicas-e-tutoriais\/bateria-em-80-por-que-o-limite-de-carga-pode-ser-uma-armadilha-para-seu-celular\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bateria em 80%? Por que o limite de carga pode ser uma \u201carmadilha\u201d para seu celular<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/05\/12\/ciencia-e-espaco\/vulcao-submarino-acionou-freio-de-emergencia-e-destruiu-seu-proprio-metano-revela-estudo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vulc\u00e3o submarino acionou \u201cfreio de emerg\u00eancia\u201d e destruiu seu pr\u00f3prio metano, revela estudo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-genoma-revelou-mecanismos-de-adaptacao-do-microrganismo\">Genoma revelou mecanismos de adapta\u00e7\u00e3o do microrganismo<\/h2>\n<p>Para classificar um novo g\u00eanero e esp\u00e9cie, as pesquisadoras utilizaram protocolos que envolvem <strong>an\u00e1lises de filogenia<\/strong>, <strong>adapta\u00e7\u00f5es moleculares<\/strong>, <strong>gen\u00f4mica comparativa<\/strong> e <strong>fun\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas<\/strong> desempenhadas pelos organismos.<\/p>\n<p>Como os microrganismos <strong>n\u00e3o podem<\/strong> ser cultivados em laborat\u00f3rio, devido \u00e0 dificuldade de reproduzir artificialmente as condi\u00e7\u00f5es extremas em que vivem, a obten\u00e7\u00e3o de um genoma de alta qualidade se tornou <strong>fundamental<\/strong>. Segundo o estudo, o material analisado apresentou <strong>menos de 10%<\/strong> de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise gen\u00e9tica permitiu identificar rela\u00e7\u00f5es de <strong>parentesco<\/strong> entre organismos e tamb\u00e9m inferir atividades metab\u00f3licas e poss\u00edveis comportamentos.<\/p>\n<p>\u201cQuando acessamos o genoma, temos acesso a uma foto do material gen\u00e9tico, s\u00f3 que n\u00e3o sabemos se aquele organismo est\u00e1 realmente transcrevendo e traduzindo aquele material para produzir uma prote\u00edna. Por\u00e9m, n\u00f3s podemos <strong>inferir<\/strong> que ele tem essa habilidade, j\u00e1 que aquele gene est\u00e1 dentro do seu genoma\u201d, explicou Butarelli.<\/p>\n<p>As pesquisadoras tamb\u00e9m identificaram prote\u00ednas relacionadas \u00e0 <strong>adapta\u00e7\u00e3o ao calor extremo<\/strong>. Entre elas est\u00e1 a <strong>girase reversa<\/strong>, prote\u00edna capaz de impedir que o DNA se desnature em altas temperaturas, caracter\u00edstica considerada comum em arqueias hiperterm\u00f3filas.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos genes exclusivos do genoma revelou ainda mecanismos relacionados \u00e0 ciclagem de <strong>enxofre e nitrog\u00eanio<\/strong>, al\u00e9m de estruturas como <strong>c\u00e2nulas<\/strong> e <strong>sistemas de resist\u00eancia ao estresse<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, essas caracter\u00edsticas apontam para estrat\u00e9gias de sobreviv\u00eancia associadas \u00e0 disponibilidade transit\u00f3ria de energia, ao estresse provocado por metais e \u00e0s intera\u00e7\u00f5es entre microrganismos presentes nos sedimentos.<\/p>\n<p>As cientistas destacaram que o genoma obtido oferece informa\u00e7\u00f5es relevantes sobre o potencial da vida microbiana em ambientes extremos, tema considerado importante para pesquisas em astrobiologia, bioprospec\u00e7\u00e3o microbiana e estudos sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em ecossistemas polares.<\/p>\n<p>\u201cAo tratar de um organismo que n\u00e3o \u00e9 muito estudado, ou no nosso caso, um g\u00eanero e uma esp\u00e9cie nova, ter o genoma completo implica diretamente na <strong>quantidade de informa\u00e7\u00f5es<\/strong> sobre esse organismo. Ent\u00e3o, a taxa de <strong>97%<\/strong> de pureza no genoma \u00e9 um caminho importante para divulgar a descoberta em todo o mundo, al\u00e9m de contribuir com os bancos de dados cient\u00edficos\u201d, afirmou Peres.<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"777\" height=\"630\" src=\"https:\/\/ilheusnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_amandacoletando.jpg\" alt=\"Pesquisadora coletando amostras da terra\" class=\"wp-image-1327067\" srcset=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_amandacoletando.jpg 777w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_amandacoletando-300x243.jpg 300w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_amandacoletando-768x623.jpg 768w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/20260512_amandacoletando-150x122.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 777px) 100vw, 777px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nova esp\u00e9cie pertence a um dos grupos de seres vivos mais primitivos do planeta, conhecidos por viverem em ambientes extremos h\u00e1 bilh\u00f5es de anos \u2013 Imagem: Amanda Bendia\/Acervo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-desafios-cientificos-e-proximos-passos\">Desafios cient\u00edficos e pr\u00f3ximos passos<\/h2>\n<p>Segundo as pesquisadoras, recuperar o DNA da amostra levou aproximadamente <strong>um ano<\/strong> de trabalho. Al\u00e9m das dificuldades log\u00edsticas de pesquisa na Ilha Deception, a equipe enfrentou obst\u00e1culos relacionados \u00e0 <strong>escassez<\/strong> de estudos dispon\u00edveis sobre esses microrganismos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise laboratorial e computacional tamb\u00e9m exigiu ampla infraestrutura da universidade e conhecimento t\u00e9cnico especializado. \u201cApesar de parecer muito glamuroso, legal e incr\u00edvel nosso trabalho, tamb\u00e9m existe a parte <strong>complexa<\/strong> de ser cientista. Estudar um organismo que ningu\u00e9m conhece \u00e9 um enorme desafio\u201d, ressaltou Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie <em>Pyroantarcticum pellizari<\/em> foi submetida ao registro oficial do <strong>SeqCode<\/strong>, sistema internacional de nomenclatura para Archaea e Bacteria baseado em informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas. <strong>O nome j\u00e1 foi oficialmente reconhecido<\/strong>.<\/p>\n<p>As pesquisadoras pretendem retornar futuramente \u00e0 Ilha Deception para realizar novas coletas na fumarola e tentar cultivar a esp\u00e9cie em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O estudo, intitulado <strong>Hot life in Antarctica: a novel metabolically versatile Pyrodictiaceae genus thriving at a volcanic\u2013cryosphere\u2013marine interface<\/strong>, foi publicado na revista cient\u00edfica <em><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/ismecommun\/advance-article\/doi\/10.1093\/ismeco\/ycag080\/8550909\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ISME Communications<\/a><\/em>.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/05\/15\/ciencia-e-espaco\/nova-especie-de-microrganismo-e-identificada-em-vulcao-ativo-na-antartida-por-brasileiras\/\">Nova esp\u00e9cie de microrganismo \u00e9 identificada em vulc\u00e3o ativo na Ant\u00e1rtida por brasileiras<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/\">Olhar Digital<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadoras do Instituto Oceanogr\u00e1fico (IO) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) identificaram uma nova esp\u00e9cie de arqueia em um vulc\u00e3o ativo na Ant\u00e1rtida. 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