{"id":5283,"date":"2026-03-25T06:05:52","date_gmt":"2026-03-25T09:05:52","guid":{"rendered":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/2026\/03\/25\/como-sera-o-entretenimento-daqui-a-20-anos\/"},"modified":"2026-03-25T06:05:52","modified_gmt":"2026-03-25T09:05:52","slug":"como-sera-o-entretenimento-daqui-a-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=5283","title":{"rendered":"Como ser\u00e1 o entretenimento daqui a 20 anos?"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>As transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que moldaram o entretenimento nas \u00faltimas <strong>duas d\u00e9cadas<\/strong> \u2014 da populariza\u00e7\u00e3o do <strong>iPod<\/strong> \u00e0 ascens\u00e3o dos <strong>smartphones<\/strong> e do <strong>streaming<\/strong> \u2014 devem dar lugar a mudan\u00e7as <strong>ainda mais profundas<\/strong> nos pr\u00f3ximos 20 anos.<\/p>\n<p>Especialistas do setor apontam para um futuro em que a produ\u00e7\u00e3o audiovisual ser\u00e1 <strong>democratizada<\/strong>, a intelig\u00eancia artificial (IA) ter\u00e1 <strong>papel central<\/strong> na cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e experi\u00eancias ao vivo ganhar\u00e3o novas formas com apoio tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas d\u00e9cadas, consumidores aguardavam <strong>DVDs<\/strong> chegarem pelo correio e dispositivos, como o iPod, eram considerados essenciais. Desde ent\u00e3o, o avan\u00e7o do streaming e dos smartphones <strong>revolucionou<\/strong> o consumo dom\u00e9stico de conte\u00fado, ao mesmo tempo em que colocou em xeque o futuro das salas de cinema e levou quase \u00e0 extin\u00e7\u00e3o das locadoras f\u00edsicas. Agora, especialistas ouvidos pelo <em><a href=\"https:\/\/www.wsj.com\/arts-culture\/entertainment-in-20-years-d6d5ac9b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Wall Street Journal<\/a><\/em> projetam novo salto.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-producoes-de-nivel-hollywood-em-casa\">Produ\u00e7\u00f5es de n\u00edvel Hollywood em casa<\/h2>\n<p>Uma das principais mudan\u00e7as previstas \u00e9 a <strong>redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica<\/strong> da diferen\u00e7a entre v\u00eddeos caseiros e produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas. Segundo <strong>Paul Warner<\/strong>, diretor de cinema e instrutor s\u00eanior da New York Film Academy, a tecnologia de produ\u00e7\u00e3o virtual deve se tornar mais <strong>acess\u00edvel e poderosa<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cAs escolas de cinema j\u00e1 est\u00e3o come\u00e7ando a oferecer programas de produ\u00e7\u00e3o virtual. O incr\u00edvel do est\u00fadio virtual \u00e9 que voc\u00ea pode fazer tudo <strong>em casa<\/strong>. <strong>N\u00e3o precisa<\/strong> filmar em loca\u00e7\u00f5es externas, ent\u00e3o fica muito mais barato\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, efeitos visuais, como explos\u00f5es e inc\u00eandios, poder\u00e3o ser projetados em tempo real em telas de LED de alta qualidade, permitindo que diretores filmem cenas completas <strong>sem necessidade<\/strong> de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o separada. Al\u00e9m disso, a IA generativa permitir\u00e1 <strong>criar cen\u00e1rios complexos<\/strong> \u2014 como <strong>multid\u00f5es e batalhas<\/strong> \u2014 sem a necessidade de grava\u00e7\u00f5es externas ou figurantes.<\/p>\n<p>Embora Warner veja <strong>risco de perda de empregos<\/strong> na ind\u00fastria, ele destaca que a tecnologia tamb\u00e9m abrir\u00e1 espa\u00e7o para cineastas independentes produzirem obras que hoje exigem grandes or\u00e7amentos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-ia-como-audiencia-de-teste\">IA como \u201caudi\u00eancia de teste\u201d<\/h2>\n<ul>\n<li>Outra mudan\u00e7a significativa envolve o uso de IA no processo criativo;<\/li>\n<li>Em vez de apenas lan\u00e7ar conte\u00fados e aguardar a rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, criadores poder\u00e3o contar com \u201c<strong>audi\u00eancias virtuais<\/strong>\u201d para testar ideias <strong>em tempo real<\/strong>;<\/li>\n<li><strong>Stephanie Dolan<\/strong>, l\u00edder de entretenimento da Deloitte nos Estados Unidos, afirma que \u201cA fronteira entre criador e consumidor ir\u00e1 praticamente se <strong>dissolver<\/strong> nos pr\u00f3ximos 20 anos\u201d;<\/li>\n<li>Ela explica que ser\u00e1 poss\u00edvel usar <strong>dados preditivos em tempo real<\/strong> para orientar decis\u00f5es sobre enredo, personagens e desenvolvimento narrativo antes mesmo da finaliza\u00e7\u00e3o de uma obra;<\/li>\n<li>\u201cN\u00e3o precisar esperar que um filme seja filmado, editado e assistido para entender as prefer\u00eancias do consumidor (\u2026) seria realmente <strong>poderoso<\/strong>, permitindo que os f\u00e3s ajudassem os criadores a contar as hist\u00f3rias que eles querem ouvir\u201d;<\/li>\n<li>Com isso, produtores poder\u00e3o simular rea\u00e7\u00f5es de diferentes p\u00fablicos por meio de <strong>personas<\/strong> treinadas com grandes volumes de dados hist\u00f3ricos, ajustando roteiros e at\u00e9 criando finais distintos \u2014 como vers\u00f5es rom\u00e2nticas ou tr\u00e1gicas \u2014 conforme o perfil do espectador.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Leia mais<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/10\/20\/dicas-e-tutoriais\/7-aplicativos-que-usam-ia-para-voce-testar-no-dia-a-dia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">7 aplicativos que usam IA para voc\u00ea testar no dia a dia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/10\/05\/dicas-e-tutoriais\/4-melhores-inteligencias-artificiais-para-criar-e-editar-videos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">4 melhores intelig\u00eancias artificiais para criar e editar v\u00eddeos<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/03\/24\/inteligencia-artificial\/bill-gates-e-as-tres-carreiras-a-prova-de-ia-que-dominarao-o-futuro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bill Gates e as tr\u00eas carreiras \u00e0 prova de IA que dominar\u00e3o o futuro<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-companheiros-de-ia-nos-videogames\">Companheiros de IA nos videogames<\/h2>\n<p>Nos <strong>jogos eletr\u00f4nicos<\/strong>, a IA tamb\u00e9m deve redefinir a experi\u00eancia. Para <strong>Jesse Schell<\/strong>, designer de jogos e professor da Carnegie Mellon University (EUA), o futuro ser\u00e1 marcado pelos chamados \u201c<strong>companheiros de IA<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Tudo gira em torno dos companheiros de IA<\/strong>. Os companheiros de IA v\u00e3o <strong>mudar<\/strong> a forma como jogamos \u2014 n\u00e3o apenas a forma como interagimos com os personagens do jogo, mas tamb\u00e9m a forma como interagimos uns com os outros nos jogos.\u201d, diz.<\/p>\n<p>Segundo ele, esses personagens poder\u00e3o <strong>acompanhar<\/strong> os jogadores ao longo da vida, <strong>mantendo mem\u00f3ria<\/strong> de experi\u00eancias passadas e <strong>criando v\u00ednculos<\/strong> mais profundos. Al\u00e9m disso, tecnologias, como <strong>realidades virtual (RV) e aumentada (RA)<\/strong>, permitir\u00e3o intera\u00e7\u00f5es mais <strong>realistas<\/strong>, enquanto avan\u00e7os em rob\u00f3tica podem at\u00e9 dar forma f\u00edsica a esses companheiros.<\/p>\n<p>\u201cUma coisa \u00e9 ter um companheiro que est\u00e1 ali com voc\u00ea, com quem voc\u00ea pode fazer contato visual e conversar. Outra coisa \u00e9 ter algu\u00e9m que est\u00e1 presente, com quem voc\u00ea pode trocar olhares e conversar\u201d, diz Schell.<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">V\u00eddeos caseiros com qualidade de cinema, personagens de jogos com mem\u00f3ria e criando uma identifica\u00e7\u00e3o com o usu\u00e1rio\u2026 qual ser\u00e1 o limite? (Imagem: Gorodenkoff\/Shutterstock)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-experiencias-ao-vivo-devem-ganhar-forca\">Experi\u00eancias ao vivo devem ganhar for\u00e7a<\/h2>\n<p>Apesar do aumento no tempo dedicado a dispositivos digitais, especialistas <strong>n\u00e3o acreditam<\/strong> no fim do entretenimento ao vivo. Pelo contr\u00e1rio: a tend\u00eancia \u00e9 de valoriza\u00e7\u00e3o dessas experi\u00eancias como forma de conex\u00e3o humana.<\/p>\n<p><strong>Mariko Silver<\/strong>, presidente e CEO do Lincoln Center for the Performing Arts, destaca que momentos presenciais continuar\u00e3o relevantes. \u201cA experi\u00eancia de estar junto com outros seres humanos que est\u00e3o fazendo algo extraordin\u00e1rio (\u2026) essas s\u00e3o experi\u00eancias <strong>fundamentais<\/strong>. Os seres humanos s\u00e3o programados para a conex\u00e3o\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Ela aponta que espa\u00e7os culturais devem se <strong>adaptar<\/strong> a p\u00fablicos habituados ao ambiente digital, incorporando elementos interativos \u2014 como participa\u00e7\u00e3o da plateia e uso de tecnologias para vota\u00e7\u00e3o ou feedback em tempo real.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-entretenimento-hibrido-e-imersivo\">Entretenimento h\u00edbrido e imersivo<\/h2>\n<p>Para <strong>Mike Bechtel<\/strong>, futurista e professor da Universidade de Notre Dame (EUA), o futuro do entretenimento ser\u00e1 uma <strong>combina\u00e7\u00e3o<\/strong> entre o f\u00edsico e o digital. \u201cQualquer experi\u00eancia de entretenimento que valha a pena ser\u00e1 um <strong>h\u00edbrido<\/strong> de espacial e digital\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele prev\u00ea espa\u00e7os com <strong>telas envolventes<\/strong>, <strong>\u00e1udio de alta precis\u00e3o<\/strong> e <strong>efeitos f\u00edsicos<\/strong>, como vento e chuva, criando <strong>experi\u00eancias imersivas<\/strong>. Tecnologias, como RV e RA, permitir\u00e3o que cada espectador vivencie <strong>vers\u00f5es distintas<\/strong> de um mesmo espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>Dispositivos atuais, como \u00f3culos de RV, dever\u00e3o <strong>evoluir<\/strong> para solu\u00e7\u00f5es mais discretas, como <strong>lentes de contato inteligentes<\/strong> ou <strong>interfaces c\u00e9rebro-computador<\/strong>. Essas tecnologias poder\u00e3o permitir que o p\u00fablico <strong>personalize<\/strong> conte\u00fados em tempo real \u2014 desde escolher caminhos narrativos at\u00e9 ajustar cenas com base em rea\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como aqueles livros antigos de \u2018escolha sua pr\u00f3pria aventura\u2019. Estou escolhendo minha pr\u00f3pria aventura cena por cena\u201d, diz Bechtel. Ele acrescenta que, no futuro, o entretenimento ser\u00e1 mais <strong>participativo<\/strong> do que passivo. \u201cDaqui a 25 anos, n\u00e3o vamos apenas assistir ao entretenimento. <strong>Vamos participar dele<\/strong>. <strong>Vamos fazer parte dele<\/strong>.\u201d<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/03\/25\/cinema-e-streaming\/como-sera-o-entretenimento-daqui-a-20-anos\/\">Como ser\u00e1 o entretenimento daqui a 20 anos?<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/\">Olhar Digital<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que moldaram o entretenimento nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas \u2014 da populariza\u00e7\u00e3o do iPod \u00e0 ascens\u00e3o dos smartphones e do streaming \u2014 devem dar lugar a mudan\u00e7as ainda mais profundas nos pr\u00f3ximos 20 anos. 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