{"id":5205,"date":"2026-03-24T06:05:34","date_gmt":"2026-03-24T09:05:34","guid":{"rendered":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/2026\/03\/24\/os-animais-escavadores-que-podem-inspirar-novas-tecnologias\/"},"modified":"2026-03-24T06:05:34","modified_gmt":"2026-03-24T09:05:34","slug":"os-animais-escavadores-que-podem-inspirar-novas-tecnologias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=5205","title":{"rendered":"Os animais escavadores que podem inspirar novas tecnologias"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>A Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) integra um <strong>cons\u00f3rcio internacional de pesquisa<\/strong> que investiga o sistema <strong>musculoesquel\u00e9tico<\/strong> de <strong>animais escavadores<\/strong> e suas poss\u00edveis <strong>aplica\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas<\/strong>.<\/p>\n<p>O estudo re\u00fane cientistas de <strong>Brasil, Reino Unido, B\u00e9lgica e Dinamarca<\/strong> e busca compreender como vertebrados que utilizam a <strong>cabe\u00e7a<\/strong> como principal ferramenta de <strong>locomo\u00e7\u00e3o<\/strong> se adaptaram ao ambiente subterr\u00e2neo \u2014 um dos comportamentos ainda <strong>menos compreendidos<\/strong> entre esses animais.<\/p>\n<p>Intitulada \u201c<strong>Sistema musculoesquel\u00e9tico de animais escavadores que come\u00e7am pela cabe\u00e7a: uma abordagem interdisciplinar<\/strong>\u201d, a pesquisa tem como foco as <strong>anfisbenas<\/strong>, conhecidas popularmente como <strong>cobras-de-duas-cabe\u00e7as<\/strong>. Esses vertebrados fossoriais utilizam a cabe\u00e7a para escavar e construir <strong>galerias subterr\u00e2neas<\/strong>, caracter\u00edstica central para a investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 analisar como esses animais evolu\u00edram ao se especializar no h\u00e1bito fossorial, permitindo explorar o desenvolvimento de tecnologias bioinspiradas \u2014 sistemas baseados em solu\u00e7\u00f5es observadas na natureza \u2014, como <strong>rob\u00f4s escavadores<\/strong>. O estudo tamb\u00e9m pretende identificar padr\u00f5es gen\u00e9ticos associados ao desenvolvimento de estruturas corporais com relev\u00e2ncia m\u00e9dica, incluindo aplica\u00e7\u00f5es em engenharia de tecidos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conducao-da-pesquisa-com-animais-escavadores\">Condu\u00e7\u00e3o da pesquisa com animais escavadores<\/h2>\n<ul>\n<li>Para isso, os quatro laborat\u00f3rios envolvidos investigam <strong>oito<\/strong> hip\u00f3teses por meio de diferentes abordagens, como caracteriza\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica e biomec\u00e2nica do cr\u00e2nio, an\u00e1lises funcionais in vivo e gen\u00f4micas, imagens em nanoescala, an\u00e1lises estruturais e qu\u00edmicas, al\u00e9m de estudos histol\u00f3gicos de tecidos moles e do movimento;<\/li>\n<li>No Brasil, a pesquisa \u00e9 coordenada pela professora <strong>Tiana Kohlsdorf<\/strong>, do Laborat\u00f3rio de Evolu\u00e7\u00e3o e Biologia Integrativa (Lebi) da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da USP. \u201cNossa equipe \u00e9 respons\u00e1vel pela obten\u00e7\u00e3o de dados utilizando animais vivos e pelo sequenciamento de genomas para avaliar padr\u00f5es em genes expressos durante o desenvolvimento embrion\u00e1rio\u201d, afirma ao <em><a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/campus-ribeirao-preto\/usp-participa-de-estudo-internacional-sobre-animais-escavadores-que-inspiram-novas-tecnologias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Jornal da USP<\/a><\/em>;<\/li>\n<li>Al\u00e9m do sequenciamento gen\u00f4mico de todas as esp\u00e9cies analisadas, o grupo liderado pela pesquisadora realiza testes de enterramento e mordida com indiv\u00edduos vivos encontrados no Brasil, al\u00e9m de produzir imagens de <strong>tomografia computadorizada<\/strong> a partir de materiais dispon\u00edveis em cole\u00e7\u00f5es herpetol\u00f3gicas do pa\u00eds;<\/li>\n<li>A <strong>Cole\u00e7\u00e3o Herpetol\u00f3gica de Ribeir\u00e3o Preto (CHRP)<\/strong> abriga parte das esp\u00e9cies utilizadas nas an\u00e1lises, enquanto o <strong>Centro para Documenta\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (CDB)<\/strong>, sediado na FFCLRP, fornece a infraestrutura necess\u00e1ria para obten\u00e7\u00e3o e compartilhamento de imagens;<\/li>\n<li>\u201cGrande parte das imagens compartilhadas dentro do cons\u00f3rcio internacional ser\u00e1 obtida com material da CHRP utilizando os equipamentos do CDB\u201d, destaca Kohlsdorf.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A equipe do Lebi inclui o p\u00f3s-doutorando <strong>Vinicius Anelli<\/strong>, respons\u00e1vel pelo estudo morfofuncional e pela an\u00e1lise de dados biomec\u00e2nicos e morfol\u00f3gicos, a doutoranda <strong>Laura Oliveira<\/strong>, dedicada \u00e0 biologia do desenvolvimento do cr\u00e2nio, al\u00e9m de estudantes de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. H\u00e1 ainda a previs\u00e3o de <strong>contrata\u00e7\u00e3o<\/strong> de um novo p\u00f3s-doutorando voltado ao sequenciamento e \u00e0 anota\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica.<\/p>\n<p>Segundo Anelli, as anfisbenas apresentam <strong>adapta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas<\/strong> \u00e0 vida subterr\u00e2nea. \u201cAs anfisbenas s\u00e3o um grupo bastante diverso de r\u00e9pteis com escamas, que inclui <strong>mais de 200 esp\u00e9cies<\/strong> distribu\u00eddas por diversas regi\u00f5es do mundo e bastante abundantes no Brasil. O interessante \u00e9 que esses animais s\u00e3o muito especializados em viver abaixo da superf\u00edcie\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele explica que o <strong>corpo alongado<\/strong> e a <strong>aus\u00eancia de membros<\/strong> favorecem a locomo\u00e7\u00e3o sob o solo. \u201cOs corpos extremamente alongados, sem bra\u00e7os e pernas, facilitam a locomo\u00e7\u00e3o debaixo do solo e a constru\u00e7\u00e3o de galerias, nas quais desenvolvem a maior parte de suas atividades di\u00e1rias\u201d, diz.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/03\/20\/dicas-e-tutoriais\/irpf-2026-onde-baixar-o-programa-oficial-da-receita-federal-com-seguranca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IRPF 2026: onde baixar o programa oficial da Receita Federal com seguran\u00e7a<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/03\/20\/dicas-e-tutoriais\/como-verificar-se-tem-chave-pix-cadastrada-para-receber-o-lote-especial-do-irpf-2026\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como verificar se tem chave Pix cadastrada para receber o lote especial do IRPF 2026<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/03\/09\/ciencia-e-espaco\/camera-simula-visao-animal-e-revela-como-diferentes-especies-enxergam-o-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">C\u00e2mera simula vis\u00e3o animal e revela como diferentes esp\u00e9cies enxergam o mundo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Exemplo de anfisb\u00eamia, conhecida como cobra-de-duas-cabe\u00e7as (Imagem: Richard Avery\/Wikip\u00e9dia)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O nome popular desses animais tamb\u00e9m est\u00e1 ligado \u00e0 sua <strong>morfologia e comportamento<\/strong>. \u201cS\u00e3o chamadas de cobras-de-duas-cabe\u00e7as porque a ponta da <strong>cauda<\/strong> se assemelha \u00e0 forma da cabe\u00e7a e porque conseguem se deslocar tanto para <strong>frente<\/strong> quanto para <strong>tr\u00e1s<\/strong>\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o desses animais, no entanto, apresenta <strong>desafios<\/strong>. \u201cO que acontece debaixo do solo \u00e9 de <strong>dif\u00edcil acesso<\/strong> para ser estudado por bi\u00f3logos, e um dos grandes desafios com animais fossoriais \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o de <strong>comportamento, estrat\u00e9gias locomotoras e fisiol\u00f3gicas<\/strong>\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Outro ponto destacado \u00e9 a <strong>multifuncionalidade<\/strong> da cabe\u00e7a. \u201cMudan\u00e7as dr\u00e1sticas na estrutura do cr\u00e2nio associadas \u00e0 perfura\u00e7\u00e3o de solos r\u00edgidos podem <strong>impactar<\/strong> elementos envolvidos em outras atividades, como <strong>captura de presas<\/strong> e <strong>processamento de alimentos<\/strong>\u201d, observa.<\/p>\n<p>O projeto adota uma <strong>abordagem in\u00e9dita<\/strong> ao <strong>integrar<\/strong> diferentes n\u00edveis de organiza\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, do sequenciamento gen\u00f4mico \u00e0 medi\u00e7\u00e3o de for\u00e7as durante enterramento e mordida. \u201c\u00c9 uma abordagem completamente in\u00e9dita para estudos com animais fossoriais e integra perguntas das <strong>ci\u00eancias biol\u00f3gicas <\/strong>com t\u00e9cnicas t\u00edpicas da <strong>engenharia<\/strong>, incluindo <strong>rob\u00f3tica e engenharia de materiais<\/strong>\u201d, afirma Anelli.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m analisa a <strong>intera\u00e7\u00e3o<\/strong> entre <strong>tecidos duros e moles<\/strong>. \u201cO movimento resulta da combina\u00e7\u00e3o entre ossos e outras estruturas, incluindo m\u00fasculos, nervos e tegumento\u201d, explica.<\/p>\n<p>Nas anfisbenas, a musculatura e a epiderme apresentam certo grau de <strong>independ\u00eancia<\/strong>, mediada por <strong>tecido conjuntivo<\/strong>. \u201cAo observar uma anfisbena se locomovendo, podemos notar que ela primeiro <strong>projeta<\/strong> sua musculatura e as escamas se movimentam logo em seguida, gerando um efeito de <strong>serpentina<\/strong>\u201d, relata.<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o entre ossos, m\u00fasculos, tecido conjuntivo e escamas \u2014 organizadas em <strong>an\u00e9is<\/strong> ao redor do corpo \u2014 contribui para a capacidade escavadora do grupo. O estudo investiga a evolu\u00e7\u00e3o dessas estrat\u00e9gias por meio de <strong>an\u00e1lises comparativas<\/strong> entre diferentes esp\u00e9cies e suas rela\u00e7\u00f5es filogen\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Entre os principais desafios est\u00e3o a <strong>coleta<\/strong> de esp\u00e9cimes e a <strong>reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong> de condi\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas ao longo dos <strong>tr\u00eas anos<\/strong> de dura\u00e7\u00e3o do projeto. \u201cAs anfisbenas <strong>dificilmente<\/strong> s\u00e3o capturadas de forma abundante em um \u00fanico evento de coleta. Ent\u00e3o, precisamos estabelecer estrutura para coletar dados ao longo dos tr\u00eas anos do projeto sempre que tivermos acesso aos animais vivos. O <strong>acesso<\/strong> \u00e0s diferentes escalas biol\u00f3gicas envolvendo equipes sediadas em <strong>quatro pa\u00edses diferentes<\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 um <strong>desafio<\/strong>\u201d, afirma Anelli.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m menciona o empr\u00e9stimo de uma plataforma de for\u00e7a por um colaborador do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Paris e destaca a import\u00e2ncia da conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica. \u201cS\u00e3o animais <strong>inofensivos<\/strong>, mas muitas vezes chegam \u00e0 cole\u00e7\u00e3o atropelados ou mortos\u201d, diz, referindo-se \u00e0 confus\u00e3o frequente com serpentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do avan\u00e7o cient\u00edfico, o projeto busca <strong>aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong>. \u201cAo combinar informa\u00e7\u00f5es dos ossos, musculatura e tegumento, da macro at\u00e9 a nanoescala, conseguimos avaliar como a forma e a fun\u00e7\u00e3o evolu\u00edram durante processos de especializa\u00e7\u00e3o no h\u00e1bito fossorial\u201d, afirma Anelli.<\/p>\n<p>De acordo com <strong>Mehran Moazen<\/strong>, da University College London (Reino Unido), pesquisador principal respons\u00e1vel pelas an\u00e1lises biomec\u00e2nicas e de imagem, o uso de modelos computacionais e t\u00e9cnicas avan\u00e7adas permite investigar a <strong>rela\u00e7\u00e3o<\/strong> entre forma craniana e escava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEm macroescala, nossos modelos computacionais permitem <strong>simular<\/strong> diferentes cen\u00e1rios e avaliar se os formatos de cabe\u00e7a est\u00e3o otimizados em resposta a propriedades do solo e da areia. Em micro e nanoescala, t\u00e9cnicas avan\u00e7adas de imagem investigam a correla\u00e7\u00e3o entre <strong>fibras de col\u00e1geno, arquitetura \u00f3ssea<\/strong> e as <strong>cargas<\/strong> experimentadas durante a escava\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Moazen, os resultados podem <strong>impactar<\/strong> outras \u00e1reas. \u201cCompreender a intera\u00e7\u00e3o entre for\u00e7as, tecidos moles e estruturas \u00f3sseas em diferentes escalas pode interessar \u00e0 <strong>engenharia de tecidos<\/strong> e ao estudo de condi\u00e7\u00f5es que afetam <strong>articula\u00e7\u00f5es cranianas<\/strong>. Al\u00e9m disso, o campo da <strong>rob\u00f3tica macia<\/strong> pode se beneficiar desse conhecimento, permitindo o desenvolvimento de pequenos <strong>rob\u00f4s escavadores<\/strong> para aplica\u00e7\u00f5es <strong>biom\u00e9dicas<\/strong>, de <strong>engenharia civil<\/strong> e <strong>combate a inc\u00eandios<\/strong>\u201d, conclui.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/03\/24\/ciencia-e-espaco\/os-animais-escavadores-que-podem-inspirar-novas-tecnologias\/\">Os animais escavadores que podem inspirar novas tecnologias<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/\">Olhar Digital<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) integra um cons\u00f3rcio internacional de pesquisa que investiga o sistema musculoesquel\u00e9tico de animais escavadores e suas poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. 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