{"id":16774,"date":"2026-10-05T00:01:46","date_gmt":"2026-10-05T03:01:46","guid":{"rendered":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=16774"},"modified":"2026-10-05T00:01:46","modified_gmt":"2026-10-05T03:01:46","slug":"eua-e-russia-disputam-corrida-para-levar-reatores-nucleares-a-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=16774","title":{"rendered":"EUA e R\u00fassia disputam corrida para levar reatores nucleares \u00e0 Lua"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Uma nova corrida espacial est\u00e1 levando Estados Unidos, R\u00fassia e China a mirar um objetivo que parece sa\u00eddo de um filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica: colocar <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/reator-nuclear\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">reatores nucleares<\/a> em funcionamento na <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/lua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lua<\/a>.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/nasa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a> quer ter um reator pronto para ser lan\u00e7ado at\u00e9 dezembro de 2030. Do outro lado, uma parceria entre <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/russia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">R\u00fassia<\/a> e <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/china\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">China<\/a> trabalha com a meta de colocar seu pr\u00f3prio sistema em opera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2036.<\/p>\n<p>A pressa tem rela\u00e7\u00e3o direta com a disputa pela presen\u00e7a permanente na Lua. Estados Unidos e China querem estabelecer bases no sat\u00e9lite, procurar recursos, como \u00e1gua congelada, e usar a Lua como ponto de partida para miss\u00f5es mais profundas pelo Sistema Solar.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a energia nuclear \u00e9 considerada pe\u00e7a central. O problema \u00e9 que alguns cientistas alertam que a corrida pode estar avan\u00e7ando r\u00e1pido demais e criando riscos dif\u00edceis de controlar.<\/p>\n<p>\u201cEm uma corrida espacial, sempre haver\u00e1 competi\u00e7\u00e3o e, se voc\u00ea colocar a energia nuclear nessa mistura, ela pode tomar um rumo potencialmente mais perigoso\u201d, afirmou Edwin Lyman, diretor de seguran\u00e7a de energia nuclear da Union of Concerned Scientists, ao <em><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2026\/10\/04\/world\/asia\/nuclear-reactors-moon.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The New York Times<\/a><\/em>.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-por-que-levar-um-reator-a-lua\">Por que levar um reator \u00e0 Lua?<\/h2>\n<ul>\n<li>Uma base lunar permanente precisaria de uma fonte de energia confi\u00e1vel. Reatores nucleares t\u00eam vantagem importante sobre pain\u00e9is solares: n\u00e3o dependem da luz do Sol e podem ser relativamente compactos;<\/li>\n<li>Nos primeiros anos de uma base, Estados Unidos e China pretendem usar energia solar e sistemas de radiois\u00f3topos para manter equipamentos aquecidos e carregar ve\u00edculos que percorrer\u00e3o a superf\u00edcie lunar;<\/li>\n<li>Esses sistemas transformam em eletricidade o calor produzido pelo decaimento natural de materiais radioativos. Estados Unidos, R\u00fassia e China j\u00e1 utilizam essa tecnologia em miss\u00f5es espaciais;<\/li>\n<li>O problema \u00e9 a escala. Uma base lunar maior precisaria de muito mais energia do que esses sistemas conseguem fornecer;<\/li>\n<li>Al\u00e9m disso, uma noite lunar dura mais de duas semanas terrestres. Nas proximidades do polo sul da Lua, onde os reatores est\u00e3o sendo planejados, os equipamentos tamb\u00e9m teriam de suportar temperaturas que podem variar de 54 a -201 \u00baC;<\/li>\n<li>\u00c9 nesse ponto que os reatores nucleares entram nos planos.<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-russia-e-china-trabalham-em-reator-para-2036\">R\u00fassia e China trabalham em reator para 2036<\/h2>\n<p>A R\u00fassia recebeu de suas ag\u00eancias estatais a tarefa de desenvolver o reator lunar Selena, que dever\u00e1 fornecer energia para esta\u00e7\u00f5es lunares lideradas pela China.<\/p>\n<p>O equipamento teria capacidade de produzir at\u00e9 10 quilowatts de eletricidade e funcionaria de forma aut\u00f4noma por uma d\u00e9cada. Seu projeto aproveitaria caracter\u00edsticas de um reator desenvolvido anteriormente para operar no \u00c1rtico.<\/p>\n<p>A parceria entre R\u00fassia e China tamb\u00e9m tem uma particularidade. Segundo documentos e pesquisas analisados na reportagem, a energia nuclear parece ser a principal tarefa do projeto lunar que a China delegou \u00e0 R\u00fassia.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia russa ajuda a explicar essa escolha. O pa\u00eds lan\u00e7ou mais de 30 reatores ao espa\u00e7o, principalmente durante as d\u00e9cadas de 1970 e 1980, em sat\u00e9lites da \u00e9poca da Guerra Fria. A R\u00fassia tamb\u00e9m \u00e9 uma pot\u00eancia na gera\u00e7\u00e3o nuclear civil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o pa\u00eds controla uma das maiores fontes do combust\u00edvel considerado mais seguro para reatores espaciais: o ur\u00e2nio pouco enriquecido. \u201cPraticamente n\u00e3o h\u00e1 concorrentes para a R\u00fassia no campo da energia nuclear espacial\u201d, afirmou Mikhail Kovalchuk, presidente do Instituto Kurchatov, que participa do desenvolvimento do reator lunar.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-nasa-acelera-para-nao-ficar-para-tras\">NASA acelera para n\u00e3o ficar para tr\u00e1s<\/h2>\n<p>Os Estados Unidos j\u00e1 tiveram experi\u00eancia com um reator no espa\u00e7o. A NASA lan\u00e7ou um equipamento desse tipo em 1965, mas ele foi desligado depois de uma falha n\u00e3o relacionada em outra espa\u00e7onave. Desde ent\u00e3o, os Estados Unidos gastaram mais de US$ 20 bilh\u00f5es (cerca de R$ 106 bilh\u00f5es) em programas de energia nuclear espacial, mas nunca colocaram outro reator em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora, a NASA quer acelerar o cronograma.<\/p>\n<p>O chamado Lunar Reactor 1 dever\u00e1 produzir 20 quilowatts de eletricidade, aproximadamente o consumo de 16 resid\u00eancias estadunidenses, e funcionar durante cinco anos sem interven\u00e7\u00e3o humana. A ag\u00eancia tamb\u00e9m planeja usar energia nuclear para impulsionar uma espa\u00e7onave rumo a Marte em dezembro de 2028, algo que nunca foi feito.<\/p>\n<p>Em paralelo, o Pent\u00e1gono pretende desenvolver seus pr\u00f3prios reatores espaciais para utiliza\u00e7\u00e3o em \u00f3rbita e na Lua.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o estadunidense \u00e9 que um reator russo-chin\u00eas possa chegar primeiro e criar uma esp\u00e9cie de zona de exclus\u00e3o de fato ao redor de uma \u00e1rea estrat\u00e9gica da superf\u00edcie lunar.<\/p>\n<p>Apesar dos planos, os cronogramas j\u00e1 sofreram atrasos diversas vezes. Especialistas tamb\u00e9m consideram improv\u00e1vel que os pa\u00edses consigam cumprir todas as metas.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o existe um m\u00f3dulo de pouso comprovado capaz de transportar material pesado e potencialmente radioativo at\u00e9 um terreno lunar irregular. Tamb\u00e9m nunca houve uma instala\u00e7\u00e3o de reator em um ambiente de baixa gravidade.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-perigo-comeca-antes-mesmo-de-chegar-a-lua\">O perigo come\u00e7a antes mesmo de chegar \u00e0 Lua<\/h2>\n<p>Estados Unidos e R\u00fassia afirmam que seus reatores seriam enviados ao espa\u00e7o sem serem ativados. O combust\u00edvel permaneceria \u201cfrio\u201d, ou seja, n\u00e3o teria iniciado uma rea\u00e7\u00e3o nuclear.<\/p>\n<p>Isso reduziria significativamente o risco durante o lan\u00e7amento. Mesmo assim, especialistas afirmam que acidentes continuam sendo poss\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 o momento em que existe muito risco\u201d, disse Leopold Summerer, que lidera um grupo de trabalho das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre energia nuclear no espa\u00e7o. \u201cTivemos muitas falhas de lan\u00e7amento, ent\u00e3o temos muitos dados sobre o que pode dar errado.\u201d<\/p>\n<p>Um dos cen\u00e1rios envolve a queda de um reator no oceano. A \u00e1gua desacelera n\u00eautrons e pode aumentar a possibilidade de uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, algo parecido pode ter acontecido na R\u00fassia em 2019, quando um m\u00edssil de cruzeiro movido a energia nuclear caiu no Mar Branco. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, uma rea\u00e7\u00e3o nuclear ocorreu durante uma tentativa de recupera\u00e7\u00e3o do equipamento, e pelo menos cinco trabalhadores morreram. A R\u00fassia negou essas alega\u00e7\u00f5es e afirmou que o m\u00edssil n\u00e3o era movido por um reator.<\/p>\n<p>Existe ainda outro problema: o que acontece quando um reator lunar chegar ao fim de sua vida \u00fatil?<\/p>\n<p>Na Terra, o descomissionamento de um reator \u00e9 um processo complexo que pode levar anos. Na Lua, NASA e autoridades russas afirmam que a inten\u00e7\u00e3o seria simplesmente deixar o material radioativo no local.<\/p>\n<p>\u201cEm uma corrida, eles n\u00e3o querem se preocupar com um problema dif\u00edcil para o qual ningu\u00e9m tem uma solu\u00e7\u00e3o\u201d, disse Julien de Troullioud de Lanversin, cientista nuclear da Universidade de Ci\u00eancia e Tecnologia de Hong Kong.<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/09\/14\/ciencia-e-espaco\/quanto-tempo-uma-cidade-com-um-milhao-de-pessoas-sobreviveria-na-lua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quanto tempo uma cidade com um milh\u00e3o de pessoas sobreviveria na Lua?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/09\/16\/ciencia-e-espaco\/exploracao-espacial\/o-espaco-e-terra-de-ninguem-a-ausencia-de-leis-para-o-lixo-orbital-e-o-impasse-diplomatico-na-lua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O espa\u00e7o \u00e9 \u201cterra de ningu\u00e9m\u201d? A aus\u00eancia de leis para o lixo orbital e o impasse diplom\u00e1tico na Lua<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/09\/17\/ciencia-e-espaco\/nasa-encontra-cratera-gigante-na-lua-criada-por-impacto-de-objeto-do-tamanho-de-um-predio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA descobre cratera na Lua maior do que o Coliseu; impacto de asteroide ou cometa passou despercebido<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/10\/04\/ciencia-e-espaco\/lua-hoje-confira-a-fase-da-lua-deste-domingo-04-10-2026\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lua hoje: confira a fase da Lua deste domingo 04\/10\/2026<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nova simula\u00e7\u00e3o pode desmistificar como a Lua foi formada \u2013 Imagem: Alones Creative\/iStock<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-um-acidente-na-lua-poderia-espalhar-material-radioativo\">Um acidente na Lua poderia espalhar material radioativo<\/h2>\n<p>Os riscos n\u00e3o terminam depois que o reator chega \u00e0 superf\u00edcie lunar. Na Terra, reatores nucleares contam com estruturas de conten\u00e7\u00e3o. Construir algo semelhante na Lua seria extremamente caro e tecnicamente complexo.<\/p>\n<p>A NASA afirma que seu reator ser\u00e1 protegido, mas ainda n\u00e3o est\u00e1 claro como isso ser\u00e1 feito. Especialistas tamb\u00e9m esperam que as instala\u00e7\u00f5es sejam cercadas por \u00e1reas onde astronautas e equipamentos n\u00e3o possam circular por causa da radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>R. Scott Kemp, professor associado de ci\u00eancia e engenharia nuclear do Massachusetts Institute of Technology (MIT), afirma que acidentes seriam mais prov\u00e1veis na Lua. \u201cA defini\u00e7\u00e3o de acidente \u00e9 que as coisas n\u00e3o acontecem de acordo com o plano\u201d, disse.<\/p>\n<p>Na Lua, um problema pode ser ainda mais dif\u00edcil de conter. N\u00e3o h\u00e1 vento para espalhar part\u00edculas, mas a baixa gravidade permite que detritos percorram grandes dist\u00e2ncias depois de uma explos\u00e3o.<\/p>\n<p>Um exemplo do risco de um reator espacial retornar \u00e0 Terra aconteceu em 1978. O sat\u00e9lite sovi\u00e9tico Kosmos 954, movido a energia nuclear, reentrou de maneira descontrolada na atmosfera e espalhou material radioativo por uma \u00e1rea de quase 124,3 mil km\u00b2 no norte do Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Depois de aproximadamente um ano de limpeza, apenas 0,1% da fonte de energia do sat\u00e9lite havia sido recuperada.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-combustivel-tambem-e-um-problema\">O combust\u00edvel tamb\u00e9m \u00e9 um problema<\/h2>\n<p>Outro desafio est\u00e1 no tipo de ur\u00e2nio utilizado.<\/p>\n<p>Nos documentos t\u00e9cnicos e de contrata\u00e7\u00e3o, a NASA afirma que pretende utilizar ur\u00e2nio que n\u00e3o seja altamente enriquecido, considerado mais seguro para reatores avan\u00e7ados. O problema \u00e9 que esse combust\u00edvel, conhecido como HALEU, est\u00e1 em falta nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pela geopol\u00edtica. A R\u00fassia \u00e9 a maior produtora desse tipo de ur\u00e2nio, mas os Estados Unidos proibiram as importa\u00e7\u00f5es russas em 2024 por causa da guerra na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Documentos da NASA indicam que a ag\u00eancia espera que o Departamento de Energia reserve combust\u00edvel pouco enriquecido para os reatores espaciais. O pr\u00f3prio governo estadunidense, por\u00e9m, enfrenta dificuldades para produzir quantidade suficiente.<\/p>\n<p>A R\u00fassia e a China n\u00e3o revelaram qual combust\u00edvel pretendem utilizar.<\/p>\n<p>O hist\u00f3rico aumenta a preocupa\u00e7\u00e3o. Reatores espaciais russos mais antigos usavam ur\u00e2nio altamente enriquecido.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 preciso muito mais do que uma oficina mec\u00e2nica e um pouco de explosivo para transformar isso em uma arma muito convincente\u201d, afirmou o deputado estadunidense Bill Foster, f\u00edsico que atuou para impedir o uso de ur\u00e2nio altamente enriquecido em reatores espaciais.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-reatores-menores-podem-acabar-na-lua\">Reatores menores podem acabar na Lua<\/h2>\n<p>A corrida lunar tamb\u00e9m pode impulsionar empresas que desenvolvem microreatores, equipamentos capazes de gerar at\u00e9 10 megawatts de eletricidade.<\/p>\n<p>Esses reatores s\u00e3o pequenos demais para atender \u00e0s necessidades energ\u00e9ticas de grandes data centers, mas encontraram aplica\u00e7\u00f5es em setores espacial e militar.<\/p>\n<p>Em agosto, o Pent\u00e1gono selecionou a empresa Antares para desenvolver e demonstrar um microreator para uso espacial. A companhia tamb\u00e9m est\u00e1 entre as empresas que participaram de testes de reatores realizados durante o ver\u00e3o estadunidense em um programa do Departamento de Energia.<\/p>\n<p>A Antares afirmou que pretende disputar contratos da NASA e do Pent\u00e1gono para reatores lunares.<\/p>\n<p>Ainda assim, nenhum desses microreatores est\u00e1 comprovado e pronto para ser instalado na Lua.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es fundamentais de seguran\u00e7a continuam sem resposta definitiva, incluindo como remover o calor, proteger o equipamento contra radia\u00e7\u00e3o e manter a integridade estrutural de um reator que precisa ser compacto e leve.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 totalmente vi\u00e1vel colocar um reator na Lua\u201d, afirmou Katy Huff, chefe do departamento de engenharia nuclear e f\u00edsica de engenharia da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA).<\/p>\n<p>Quanto maior a quantidade de energia necess\u00e1ria, por\u00e9m, mais dif\u00edcil ser\u00e1 construir o equipamento.<\/p>\n<p>Para Huff, a competi\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o ser o melhor caminho. \u201cQuero ver mais colabora\u00e7\u00e3o internacional no espa\u00e7o\u201d, afirmou. \u201c\u00c9 a\u00ed que a ci\u00eancia colaborativa em equipe superou nossa pol\u00edtica internacional mal-humorada.\u201d<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/10\/04\/ciencia-e-espaco\/eua-e-russia-disputam-corrida-para-levar-reatores-nucleares-a-lua\/\">EUA e R\u00fassia disputam corrida para levar reatores nucleares \u00e0 Lua<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/\">Olhar Digital<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova corrida espacial est\u00e1 levando Estados Unidos, R\u00fassia e China a mirar um objetivo que parece sa\u00eddo de um filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica: colocar reatores nucleares em funcionamento na Lua. A NASA quer ter um reator pronto para ser lan\u00e7ado at\u00e9 dezembro de 2030. 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