{"id":16242,"date":"2026-09-24T18:02:30","date_gmt":"2026-09-24T21:02:30","guid":{"rendered":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=16242"},"modified":"2026-09-24T18:02:30","modified_gmt":"2026-09-24T21:02:30","slug":"sol-pode-lancar-uma-superexplosao-a-cada-100-anos-aponta-analise-de-mancha-solar-historica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=16242","title":{"rendered":"Sol pode lan\u00e7ar uma \u201csuperexplos\u00e3o\u201d a cada 100 anos, aponta an\u00e1lise de mancha solar hist\u00f3rica"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Um estudo publicado recentemente na revista <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/rsta\/article\/384\/2329\/20250290\/483258\/Empirical-flare-energy-limits-for-the-largest\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener sponsored nofollow\"><em>Philosophical Transactions of the Royal Society A<\/em><\/a> revela que o Sol pode produzir superexplos\u00f5es, <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/02\/26\/ciencia-e-espaco\/maior-mapa-do-universo-em-radio-revela-mais-de-13-milhoes-de-fenomenos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fen\u00f4menos <\/a>extremamente energ\u00e9ticos que seriam muito mais intensos que as maiores <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/09\/04\/ciencia-e-espaco\/erupcoes-solares-podem-muito-mais-quentes-do-que-se-pensava\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">erup\u00e7\u00f5es solares <\/a>j\u00e1 detectadas no astro.<\/p>\n<p>Os pesquisadores chegaram a essa conclus\u00e3o ao analisar a maior mancha solar observada desde o famoso <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/05\/21\/ciencia-e-espaco\/evento-carrington-terra-pode-voltar-a-ser-atingida-por-megatempestade-solar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Evento Carrington<\/a>, ocorrido em 1859. A estrutura apareceu em abril de 1947 e tinha dimens\u00f5es extraordin\u00e1rias, alcan\u00e7ando cerca de 40 vezes o tamanho da Terra e cobrindo aproximadamente 0,6% da superf\u00edcie do Sol.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o visual de uma superexplos\u00e3o solar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra. \u2013 Cr\u00e9dito: Imagem gerada por IA\/Gemini<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-e-uma-superexplosao-solar\"><strong>O que \u00e9 uma superexplos\u00e3o solar?<\/strong><\/h2>\n<p>Em entrevista ao <strong>Olhar Digital<\/strong>, a f\u00edsica Adriana Valio, professora titular da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisadora do Centro de R\u00e1dio Astronomia e Astrof\u00edsica Mackenzie (CRAAM), explicou que uma explos\u00e3o solar \u2013 tamb\u00e9m chamada de flare \u2013 \u00e9 uma libera\u00e7\u00e3o repentina de uma grande quantidade de energia armazenada nos campos magn\u00e9ticos do Sol. \u201cEssa energia \u00e9 liberada principalmente por um processo chamado reconex\u00e3o magn\u00e9tica, que ocorre quando as linhas do campo magn\u00e9tico se reorganizam, convertendo parte da energia magn\u00e9tica em radia\u00e7\u00e3o, aquecimento do plasma e acelera\u00e7\u00e3o de part\u00edculas\u201d.<\/p>\n<p>As explos\u00f5es solares ocorrem principalmente em regi\u00f5es ativas, associadas \u00e0s manchas solares, onde os campos magn\u00e9ticos s\u00e3o particularmente intensos e complexos. A energia liberada pode produzir radia\u00e7\u00e3o em praticamente todo o espectro eletromagn\u00e9tico, desde ondas de r\u00e1dio at\u00e9 raios X e <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/10\/18\/ciencia-e-espaco\/explosao-de-raios-gama-incomum-quebra-recorde-de-energia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">raios gama<\/a>.<\/p>\n<p>Como o Evento Carrington \u2013 maior tempestade solar j\u00e1 registrada \u2013 ocorreu antes da exist\u00eancia dos equipamentos modernos, sua for\u00e7a exata n\u00e3o pode ser determinada com precis\u00e3o, mas estimativas indicam que poderia ter alcan\u00e7ado uma intensidade equivalente a X45. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, a maior erup\u00e7\u00e3o observada no ciclo solar atual, o Ciclo 25, atingiu n\u00edvel X9 em <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2024\/10\/03\/ciencia-e-espaco\/mancha-hiperativa-no-sol-produz-explosao-recorde\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">3 de outubro de 2024<\/a>.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"597\" src=\"https:\/\/ilheusnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/explosao-solar-031024-1024x597-1.jpg\" alt=\"explos\u00e3o solar 031024\" class=\"wp-image-979532\" srcset=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/explosao-solar-031024-1024x597.jpg 1024w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/explosao-solar-031024-300x175.jpg 300w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/explosao-solar-031024-768x448.jpg 768w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/explosao-solar-031024-150x88.jpg 150w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/explosao-solar-031024.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Explos\u00e3o solar X9.1, ocorrida em 3 de outubro de 2024, \u00e9 a mais forte do atual ciclo solar. \u2013 Cr\u00e9dito: SDO\/AIA<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma superexplos\u00e3o, por sua vez, \u00e9 um fen\u00f4meno com energia significativamente superior \u00e0 das explos\u00f5es normalmente observadas na nossa estrela. \u201cEm geral, consideramos superexplos\u00f5es os eventos cuja energia total emitida ultrapassa aproximadamente 10<sup>34 <\/sup>ergs. Isso corresponde a uma energia dezenas de vezes superior \u00e0 das explos\u00f5es solares mais intensas registradas at\u00e9 hoje\u201d, destaca Adriana.\u00a0<\/p>\n<p>Esse patamar representa algo entre dez e cem vezes a for\u00e7a de uma explos\u00e3o comum de alta pot\u00eancia \u2013 superando em mais de 200 vezes a energia associada ao impacto do asteroide Chicxulub, ligado \u00e0 extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-revela-a-analise-da-mancha-de-1947\"><strong>O que revela a an\u00e1lise da mancha de 1947<\/strong><\/h2>\n<p>A possibilidade de o Sol produzir um evento desse porte j\u00e1 vinha sendo discutida pela comunidade cient\u00edfica. <a href=\"https:\/\/www.iflscience.com\/superflares-are-released-by-sunlike-stars-can-the-sun-create-these-events-75577\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener sponsored nofollow\">Em 2024<\/a>, um modelo considerado simplificado estimou que a estrela precisaria de cerca de oito anos para acumular, em uma \u00e1rea relativamente pequena, energia suficiente para uma superexplos\u00e3o. Estudos posteriores <a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/23854476\/superflares-once-per-century\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener sponsored nofollow\">tamb\u00e9m encontraram<\/a> sinais de que estrelas semelhantes ao Sol podem apresentar eventos desse tipo aproximadamente uma vez a cada s\u00e9culo.<\/p>\n<p>Na nova an\u00e1lise, a equipe do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha, calculou quanta energia poderia ter sido acumulada na grande mancha solar de 1947.\u00a0<\/p>\n<p>Os dados indicam que uma erup\u00e7\u00e3o t\u00edpica associada \u00e0quela regi\u00e3o liberaria cerca de 2,32 x 10<sup>33<\/sup> ergs (equivalente a mais de 1 bilh\u00e3o de anos do consumo de eletricidade da cidade de S\u00e3o Paulo). Em alguns cen\u00e1rios mais extremos, a energia armazenada na estrutura poderia superar 1,25 x 10<sup>34<\/sup> ergs, quantidade suficiente para ultrapassar o limite te\u00f3rico de uma superexplos\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"804\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ilheusnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/adriana-valio-804x1024-1.jpg\" alt=\"adriana valio\" class=\"wp-image-488726\" srcset=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/adriana-valio-804x1024.jpg 804w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/adriana-valio-236x300.jpg 236w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/adriana-valio-768x978.jpg 768w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/adriana-valio-1206x1536.jpg 1206w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/adriana-valio-150x191.jpg 150w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/adriana-valio.jpg 1256w\" sizes=\"auto, (max-width: 804px) 100vw, 804px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">A f\u00edsica Adriana Valio explicou a din\u00e2mica das explos\u00f5es solares em entrevista ao Olhar Digital. \u2013 Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>No entanto, o tamanho de uma mancha solar, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 garantia de que um evento colossal v\u00e1 acontecer. Conforme detalha Adriana Valio, al\u00e9m da quantidade de energia magn\u00e9tica armazenada, \u00e9 fundamental avaliar a complexidade e a configura\u00e7\u00e3o dos campos magn\u00e9ticos para entender como e quando essa energia pode ser liberada.<\/p>\n<p>A especialista enfatiza que o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico atual mudou a forma como acompanhamos nossa estrela. Dispomos de telesc\u00f3pios terrestres e sat\u00e9lites capazes de monitorar continuamente a evolu\u00e7\u00e3o das manchas solares e medir seus campos magn\u00e9ticos, o que permite identificar regi\u00f5es ativas que est\u00e3o acumulando grandes quantidades de energia.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-efeitos-imediatos-na-tecnologia-e-no-espaco\"><strong>Efeitos imediatos na tecnologia e no espa\u00e7o<\/strong><\/h2>\n<p>Apesar disso, a previs\u00e3o exata ainda \u00e9 um grande desafio para a ci\u00eancia. \u201cOs instrumentos atuais permitem identificar regi\u00f5es solares com potencial para produzir eventos extremos e acompanhar sua evolu\u00e7\u00e3o, mas ainda n\u00e3o conseguimos prever com precis\u00e3o quando ocorrer\u00e1 uma explos\u00e3o dessa magnitude e qual ser\u00e1 sua energia\u201d.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o do trabalho do Instituto Max Planck n\u00e3o significa que a mancha de 1947 tenha efetivamente produzido uma superexplos\u00e3o: at\u00e9 onde os registros indicam, nenhuma grande erup\u00e7\u00e3o ocorreu naquela regi\u00e3o, pelo menos n\u00e3o uma direcionada \u00e0 Terra. O estudo mostra, apenas, que o Sol possui condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas para gerar eventos de magnitude extrema.<\/p>\n<p>Se uma superexplos\u00e3o solar dessa dimens\u00e3o ocorresse e fosse direcionada \u00e0 Terra, as consequ\u00eancias seriam profundas, especialmente se o evento estivesse acompanhado de uma grande eje\u00e7\u00e3o de massa coronal.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante distinguir dois fen\u00f4menos: a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica emitida durante a explos\u00e3o e a eje\u00e7\u00e3o de massa coronal, que consiste na expuls\u00e3o de grandes quantidades de plasma e campos magn\u00e9ticos para o espa\u00e7o\u201d, salienta Adriana. \u201cEmbora possam ocorrer associados, esses fen\u00f4menos n\u00e3o s\u00e3o necessariamente produzidos juntos\u201d.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ilheusnews.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/superexploso-solar-576x1024-1.png\" alt=\"Superexplos\u00f5es solares podem ser at\u00e9 100 vezes mais intensas que grandes erup\u00e7\u00f5es e liberar energia colossal no espa\u00e7o.\" class=\"wp-image-1375994\" style=\"width:626px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/superexploso-solar-576x1024.png 576w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/superexploso-solar-169x300.png 169w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/superexploso-solar-768x1365.png 768w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/superexploso-solar-864x1536.png 864w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/superexploso-solar-150x267.png 150w, https:\/\/img.odcdn.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/superexploso-solar.png 941w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Superexplos\u00f5es solares podem ser at\u00e9 100 vezes mais intensas que grandes erup\u00e7\u00f5es e liberar energia colossal no espa\u00e7o. \u2013 Cr\u00e9dito: Imagem gerada por IA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>A radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica liberada pela superexplos\u00e3o viajaria \u00e0 velocidade da luz e chegaria \u00e0 Terra aproximadamente oito minutos ap\u00f3s o evento. Essa radia\u00e7\u00e3o mais energ\u00e9tica, especialmente nas faixas de raios X e ultravioleta extremo, provocaria altera\u00e7\u00f5es significativas na ionosfera terrestre, prejudicando imediatamente as comunica\u00e7\u00f5es por r\u00e1dio e os sistemas de navega\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lite, como o GPS, al\u00e9m de expor astronautas e opera\u00e7\u00f5es espaciais a riscos adicionais de radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 os efeitos de uma eventual eje\u00e7\u00e3o de massa coronal demorariam mais para chegar, mas poderiam ser ainda mais severos. A intera\u00e7\u00e3o do plasma e do campo magn\u00e9tico com a magnetosfera terrestre desencadearia uma tempestade geomagn\u00e9tica de grande intensidade.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-escudos-invisiveis-protegem-o-nosso-planeta-nbsp\"><strong>Escudos invis\u00edveis protegem o nosso planeta\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>Dependendo das caracter\u00edsticas da tempestade, seriam registradas perturba\u00e7\u00f5es graves nas redes de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, com poss\u00edveis apag\u00f5es no fornecimento de eletricidade, al\u00e9m de danos em sat\u00e9lites em \u00f3rbita, falhas em redes globais de telecomunica\u00e7\u00f5es e intensifica\u00e7\u00e3o de auroras polares.<\/p>\n<p>Para compreender o impacto potencial de um cen\u00e1rio como esse, basta olhar para o passado. Durante o Evento Carrington, a tempestade geomagn\u00e9tica provocou colapsos nos sistemas telegr\u00e1ficos da \u00e9poca e fez auroras brilharem em latitudes tropicais. Como a sociedade moderna depende imensamente de tecnologias espaciais e de redes el\u00e9tricas altamente interconectadas, nossa vulnerabilidade a um evento extremo \u00e9 incomparavelmente maior do que no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Apesar dos riscos, a especialista refor\u00e7a que n\u00e3o se deve encarar o cen\u00e1rio com p\u00e2nico. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que uma superexplos\u00e3o provocaria necessariamente uma cat\u00e1strofe global na Terra. A intensidade real dos impactos dependeria da ocorr\u00eancia de uma eje\u00e7\u00e3o de massa coronal, de sua velocidade, de sua dire\u00e7\u00e3o exata e, principalmente, da orienta\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico transportado por ela.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m \u00e9 importante esclarecer que a enorme quantidade de energia mencionada na pergunta corresponde \u00e0 energia total que poderia ser liberada pelo fen\u00f4meno, e n\u00e3o \u00e0 energia que atingiria diretamente a Terra\u201d, ressalta Adriana. \u201cNosso planeta interceptaria apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o emitida pelo Sol\u201d.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie terrestre tamb\u00e9m conta com escudos naturais. Segundo a especialista, a atmosfera e o campo magn\u00e9tico do planeta oferecem uma prote\u00e7\u00e3o eficiente contra a maior parte da radia\u00e7\u00e3o e das part\u00edculas energ\u00e9ticas provenientes do Sol. Portanto, os principais perigos n\u00e3o seriam decorrentes de uma exposi\u00e7\u00e3o direta do corpo humano \u00e0 radia\u00e7\u00e3o da superexplos\u00e3o, mas sim dos danos colaterais provocados sobre a infraestrutura tecnol\u00f3gica e os servi\u00e7os essenciais dos quais dependemos diariamente.<\/p>\n<p>A descoberta ajuda os cientistas a entenderem os limites da atividade do Sol e os riscos que ele representa para o nosso planeta. A quest\u00e3o agora \u00e9 saber com que frequ\u00eancia essas superexplos\u00f5es acontecem e se alguma delas j\u00e1 atingiu a Terra no passado sem que tiv\u00e9ssemos tecnologia para registr\u00e1-la.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/09\/24\/ciencia-e-espaco\/sol-pode-lancar-uma-superexplosao-a-cada-100-anos-aponta-analise-de-mancha-solar-historica\/\">Sol pode lan\u00e7ar uma \u201csuperexplos\u00e3o\u201d a cada 100 anos, aponta an\u00e1lise de mancha solar hist\u00f3rica<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/\">Olhar Digital<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo publicado recentemente na revista Philosophical Transactions of the Royal Society A revela que o Sol pode produzir superexplos\u00f5es, fen\u00f4menos extremamente energ\u00e9ticos que seriam muito mais intensos que as maiores erup\u00e7\u00f5es solares j\u00e1 detectadas no astro. 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