{"id":13148,"date":"2026-07-30T18:00:54","date_gmt":"2026-07-30T21:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=13148"},"modified":"2026-07-30T18:00:54","modified_gmt":"2026-07-30T21:00:54","slug":"misterio-de-113-milhoes-de-anos-e-solucionado-gracas-a-fosseis-microscopicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/?p=13148","title":{"rendered":"Mist\u00e9rio de 113 milh\u00f5es de anos \u00e9 solucionado gra\u00e7as a f\u00f3sseis microsc\u00f3picos"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) afirmam ter solucionado um mist\u00e9rio que intrigava a ci\u00eancia h\u00e1 d\u00e9cadas: o que provocou uma das maiores extin\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria dos foramin\u00edferos planct\u00f4nicos, organismos marinhos microsc\u00f3picos fundamentais para o ciclo global do carbono.<\/p>\n<p>De acordo com um estudo publicado na revista <em><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.aed9359\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Science<\/a><\/em>, a causa foi a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos desencadeada por intensas erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas ocorridas h\u00e1 cerca de 113 milh\u00f5es de anos, durante o Cret\u00e1ceo Inferior.<\/p>\n<p>A equipe chegou \u00e0 conclus\u00e3o ao analisar pistas qu\u00edmicas preservadas em f\u00f3sseis microsc\u00f3picos. Segundo os pesquisadores, as evid\u00eancias refor\u00e7am a rela\u00e7\u00e3o entre grandes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, aumento da concentra\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) na atmosfera, acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos e extin\u00e7\u00f5es em massa. O trabalho \u00e9 o quinto liderado pela Northwestern a identificar esse padr\u00e3o ao longo de mais de 60 milh\u00f5es de anos de hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ajudar a explicar um evento do passado, o estudo oferece pistas importantes sobre os impactos da atual eleva\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de CO\u2082 provocadas pelas atividades humanas, j\u00e1 que os oceanos continuam absorvendo parte desse carbono e passando por um processo gradual de acidifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-vulcoes-alteraram-a-quimica-dos-oceanos\">Vulc\u00f5es alteraram a qu\u00edmica dos oceanos<\/h2>\n<ul>\n<li>Os cientistas atribuem a acidifica\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade do Plat\u00f4 de Kerguelen, uma gigantesca prov\u00edncia vulc\u00e2nica localizada no sul do Oceano \u00cdndico;<\/li>\n<li>Durante o Cret\u00e1ceo Inferior, as erup\u00e7\u00f5es liberaram enormes quantidades de CO\u2082 na atmosfera. Posteriormente, esse g\u00e1s foi absorvido pelos oceanos, reduzindo o pH da \u00e1gua e dificultando que organismos marinhos constru\u00edssem e mantivessem suas conchas de carbonato de c\u00e1lcio;<\/li>\n<li>\u201cAo examinar f\u00f3sseis, os cientistas j\u00e1 sabiam que o pl\u00e2ncton da superf\u00edcie estava ficando menor e formando conchas mais finas, o que sugeria que esses organismos estavam sob estresse\u201d, explicou Jonathan Chen, l\u00edder do estudo e rec\u00e9m-formado pela Universidade Northwestern, ao <em><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2026-07-tiny-fossils-cretaceous-cold-case.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Phys.org<\/a><\/em>;<\/li>\n<li>\u201cMas n\u00e3o sab\u00edamos que a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos era a respons\u00e1vel. Ao medir os is\u00f3topos de c\u00e1lcio presentes nos f\u00f3sseis, finalmente obtivemos essa evid\u00eancia que faltava. Encontramos um grande aumento nas propor\u00e7\u00f5es desses is\u00f3topos justamente durante a extin\u00e7\u00e3o, indicando que as conchas estavam sendo calcificadas muito mais lentamente. Essa foi a prova decisiva que ligou a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos ao intenso estresse biol\u00f3gico que levou esses organismos \u00e0 extin\u00e7\u00e3o.\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-organismos-essenciais-para-o-ciclo-do-carbono\">Organismos essenciais para o ciclo do carbono<\/h2>\n<p>Os foramin\u00edferos s\u00e3o organismos microsc\u00f3picos que produzem conchas de carbonato de c\u00e1lcio. Ao armazenarem carbono nessas estruturas, desempenham um papel importante no sequestro natural de carbono e ajudam a estabilizar o ciclo global desse elemento.<\/p>\n<p>\u201cEles atuam como uma for\u00e7a fundamental de estabiliza\u00e7\u00e3o do ciclo do carbono\u201d, afirmou Chen. \u201cSe deix\u00e1ssemos de ter esse sumidouro de carbono, nosso ciclo do carbono seria alterado de maneiras inimagin\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p>A extin\u00e7\u00e3o ocorrida na transi\u00e7\u00e3o entre os per\u00edodos Aptiano e Albiano foi a segunda maior j\u00e1 registrada para esses organismos. Apenas o evento provocado pelo impacto do asteroide, que marcou o fim dos dinossauros, causou perdas ainda maiores.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa extin\u00e7\u00e3o, as esp\u00e9cies sobreviventes tornaram-se menores e passaram a desenvolver conchas mais finas e fr\u00e1geis.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pistas-escondidas-em-fosseis-microscopicos\">Pistas escondidas em f\u00f3sseis microsc\u00f3picos<\/h2>\n<p>Para investigar o evento, os pesquisadores analisaram centenas de f\u00f3sseis extra\u00eddos de sedimentos coletados na d\u00e9cada de 1980 durante uma miss\u00e3o do Deep Sea Drilling Project, no Plat\u00f4 das Malvinas, no Atl\u00e2ntico Sul.<\/p>\n<p>As amostras, preservadas pelo Smithsonian Institution, foram cuidadosamente separadas por Chen utilizando um pincel de ponta fina. Como cada f\u00f3ssil possui aproximadamente o tamanho de um gr\u00e3o de areia, o processo exigiu grande precis\u00e3o. Em seguida, a equipe mediu os is\u00f3topos de c\u00e1lcio preservados nas conchas fossilizadas.<\/p>\n<p>Quando os foramin\u00edferos crescem em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, suas conchas apresentam uma assinatura isot\u00f3pica caracter\u00edstica. Por\u00e9m, quando a qu\u00edmica do oceano dificulta a calcifica\u00e7\u00e3o \u2014 como ocorre durante epis\u00f3dios de acidifica\u00e7\u00e3o \u2014, o crescimento desacelera e essa assinatura qu\u00edmica se altera.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram aumento expressivo dos valores isot\u00f3picos justamente durante o intervalo da extin\u00e7\u00e3o, indicando uma forte redu\u00e7\u00e3o na taxa de forma\u00e7\u00e3o das conchas.<\/p>\n<p>\u201cOs foramin\u00edferos planct\u00f4nicos n\u00e3o apenas diminu\u00edram em abund\u00e2ncia, mas tamb\u00e9m de tamanho\u201d, afirmou Andrew D. Jacobson, especialista em geoqu\u00edmica isot\u00f3pica e coautor do estudo. \u201cA explica\u00e7\u00e3o mais l\u00f3gica \u00e9 que passaram a crescer mais lentamente. Os is\u00f3topos de c\u00e1lcio s\u00e3o sens\u00edveis a isso. Conforme as conchas ficam menores, seus is\u00f3topos mudam de maneira compat\u00edvel com uma forma\u00e7\u00e3o mais lenta em condi\u00e7\u00f5es menos favor\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jonathan Chen, autor principal do estudo, examina f\u00f3sseis de foramin\u00edferos ao microsc\u00f3pio \u2013 Imagem: Universidade Northwestern<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2024\/12\/27\/ciencia-e-espaco\/um-campo-de-futebol-em-uma-colher-conheca-o-carbono-inedito\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Um campo de futebol em uma colher: conhe\u00e7a o carbono in\u00e9dito<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2023\/01\/13\/ciencia-e-espaco\/missoes-espaciais-da-nasa-identificam-fontes-de-emissoes-de-carbono-na-terra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Miss\u00f5es espaciais da NASA identificam fontes de emiss\u00f5es de CO\u2082 na Terra<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2024\/04\/17\/ciencia-e-espaco\/trilhoes-de-toneladas-de-carbono-estao-sendo-deixadas-de-fora-dos-estudos-ambientais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Trilh\u00f5es de toneladas de carbono est\u00e3o sendo deixadas de fora dos estudos ambientais<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-por-que-organismos-do-fundo-do-mar-sobreviveram\">Por que organismos do fundo do mar sobreviveram?<\/h2>\n<p>Durante d\u00e9cadas, um dos argumentos contra a hip\u00f3tese da acidifica\u00e7\u00e3o era que os foramin\u00edferos que vivem no fundo dos oceanos sobreviveram relativamente bem ao evento.<\/p>\n<p>Segundo o novo estudo, a diferen\u00e7a ocorreu porque o CO\u2082 foi lan\u00e7ado inicialmente na atmosfera antes de alcan\u00e7ar o oceano profundo.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia, a acidifica\u00e7\u00e3o afetou primeiro as \u00e1guas superficiais, onde vivem os foramin\u00edferos planct\u00f4nicos. Apenas depois a altera\u00e7\u00e3o qu\u00edmica chegou \u00e0s regi\u00f5es mais profundas, e de forma menos intensa.<\/p>\n<p>Os pesquisadores explicam que, ap\u00f3s a acidifica\u00e7\u00e3o inicial, o excesso de alcalinidade circulou pela coluna d\u2019\u00e1gua, tornando carbonatos novamente dispon\u00edveis para os organismos do fundo do mar.<\/p>\n<p>\u201cComo o CO\u2082 entrou primeiro na atmosfera, ele atingiu as \u00e1guas superficiais e provocou a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos antes de alcan\u00e7ar as \u00e1guas profundas\u201d, explicou Chen. \u201cIsso eliminou os foramin\u00edferos planct\u00f4nicos, que deixaram de conseguir formar suas conchas de calcita. J\u00e1 o excesso de alcalinidade acabou circulando pela coluna d\u2019\u00e1gua, tornando-se dispon\u00edvel para os foramin\u00edferos bent\u00f4nicos no fundo do oceano. Isso evitou que eles fossem afetados de forma t\u00e3o severa.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-padrao-se-repete-ao-longo-da-historia-da-terra\">Padr\u00e3o se repete ao longo da hist\u00f3ria da Terra<\/h2>\n<p>Este \u00e9 o quinto estudo conduzido pela equipe da Northwestern relacionando grandes prov\u00edncias vulc\u00e2nicas \u00e0 acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos e a eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n<p>Pesquisas anteriores analisaram f\u00f3sseis de moluscos, nanopl\u00e2nctons e outros organismos de diferentes per\u00edodos geol\u00f3gicos. Apesar das diferen\u00e7as de idade e localiza\u00e7\u00e3o das amostras, todas apontaram para o mesmo padr\u00e3o: grandes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas elevaram os n\u00edveis de CO\u2082, alteraram a qu\u00edmica dos oceanos e desencadearam extin\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEstamos observando um padr\u00e3o bastante consistente nos dados\u201d, afirmou Brad Sageman, coautor do estudo. \u201cEste \u00e9 o primeiro trabalho que demonstra de forma muito conclusiva que o sinal qu\u00edmico registrado nas conchas individuais \u00e9 consistente com o observado nos sedimentos como um todo. Isso praticamente elimina qualquer d\u00favida de que estamos registrando um evento real diretamente ligado a uma grande extin\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Jacobson destacou que os resultados representam um avan\u00e7o importante para a \u00e1rea. \u201cLevamos os is\u00f3topos de c\u00e1lcio a um n\u00edvel em que eles podem ser usados como um indicador geoqu\u00edmico de morte no registro geol\u00f3gico. Esse \u00e9 um avan\u00e7o muito significativo que nossa \u00e1rea aguardava.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-passado-pode-indicar-o-futuro\">Passado pode indicar o futuro<\/h2>\n<p>Embora o evento tenha ocorrido em um mundo muito diferente do atual, os pesquisadores afirmam que as descobertas ajudam a compreender os riscos provocados pelo aumento moderno das emiss\u00f5es de CO\u2082.<\/p>\n<p>Segundo Sageman, a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos causada pelas atividades humanas j\u00e1 pode ser medida atualmente, e estudar epis\u00f3dios semelhantes do passado permite estimar a magnitude dos impactos que podem ocorrer nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos j\u00e1 est\u00e1 acontecendo como consequ\u00eancia do aumento do CO\u2082 gerado pelo ser humano. Ela \u00e9 mensur\u00e1vel nos oceanos atuais\u201d, disse. \u201cEstudar esses eventos antigos nos d\u00e1 uma ideia da amplitude dessas varia\u00e7\u00f5es. Neste caso, vemos que um importante evento de extin\u00e7\u00e3o ocorreu como consequ\u00eancia desse processo, permitindo avaliar a magnitude do que poder\u00e1 acontecer no futuro.\u201d<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2026\/07\/30\/ciencia-e-espaco\/misterio-de-113-milhoes-de-anos-e-solucionado-gracas-a-fosseis-microscopicos\/\">Mist\u00e9rio de 113 milh\u00f5es de anos \u00e9 solucionado gra\u00e7as a f\u00f3sseis microsc\u00f3picos<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/\">Olhar Digital<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) afirmam ter solucionado um mist\u00e9rio que intrigava a ci\u00eancia h\u00e1 d\u00e9cadas: o que provocou uma das maiores extin\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria dos foramin\u00edferos planct\u00f4nicos, organismos marinhos microsc\u00f3picos fundamentais para o ciclo global do carbono. De acordo com um estudo publicado na revista Science, a causa foi a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos desencadeada<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":13149,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"https:\/\/olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/tiny-fossils-crack-a-c-1024x683.jpg","fifu_image_alt":"Mist\u00e9rio de 113 milh\u00f5es de anos \u00e9 solucionado gra\u00e7as a f\u00f3sseis microsc\u00f3picos","footnotes":""},"categories":[33],"tags":[],"class_list":["post-13148","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13148","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13148"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13148\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13149"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13148"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13148"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ilheusnews.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13148"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}