O Banco Central publicou, na manhã desta terça-feira (11), a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.) para 14% ao ano. (Foto ilustração) Na ata, o comitê destaca que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio e as consequências na política monetária das economias avançadas. Além disso, a equipe segue em tom cauteloso em relação a volatilidade de preços de ativos e commodities. Cenário doméstico No ambiente doméstico, o Copom avaliou que a atividade econômica segue em trajetória de moderação, como já era esperado. Os indicadores apontam para uma desaceleração na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026, disseminada entre os componentes de oferta e demanda. Apesar disso, a economia ainda apresenta um nível considerado resiliente. Para o Banco Central, o arrefecimento da demanda é importante para reequilibrar a relação entre oferta e demanda e contribuir para a convergência da inflação à meta. Na política fiscal, o Copom voltou a destacar os efeitos das contas públicas tanto no curto quanto no longo prazo. Segundo a ata, medidas fiscais influenciam a demanda agregada no curto prazo, enquanto a percepção sobre a sustentabilidade da dívida pode afetar o prêmio a termo da curva de juros. O Comitê afirmou ainda que o enfraquecimento das reformas estruturais, a expansão do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública podem elevar a taxa de juros neutra da economia e aumentar o custo da desinflação. Na inflação, o Comitê destacou a desaceleração das leituras recentes do índice cheio e das medidas subjacentes. Ainda assim, a inflação acumulada em 12 meses permanece acima do limite superior da meta, enquanto as medidas de núcleo estão ligeiramente abaixo desse limite. “As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes permanecem acima da meta de inflação em todos os horizontes. Foi ressaltado que o custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas”, destacaram no comunicado. (Por Juliana Caveiro)



